Yoko Ono diz que ainda está tentando superar a morte de Lennon

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 15:45 BRT
 

Por Birna Bjornsdottir

REYKJAVÍK (Reuters) - A artista e música Yoko Ono disse na sexta-feira que ainda está em processo de superação da morte de seu marido John Lennon, assassinado a tiros em Nova York quase 30 anos atrás.

Falando antes do 70 aniversário do nascimento do ex-Beatle, no sábado, Ono, 77 anos, estava na Islândia para a cerimônia de reacendimento da Torre de Paz Imagine, que ela criou em memória de um dos compositores mais influentes do mundo.

"Foi muito difícil, porque foi uma coisa repentina que aconteceu. Ele não ficou doente por muito tempo, nem nada assim. Estávamos conversando antes de acontecer, e foi muito difícil", disse Ono à Reuters, lembrando o momento em que Lennon foi abatido diante do edifício onde morava, em Nova York, em 8 de dezembro de 1980.

A Torre de Paz Imagine, que consiste em holofotes que se refletem para o alto, no céu, fica perto de Reykjavík, na Islândia, e foi inaugurada por Yoko Ono em 2007 para simbolizar a sabedoria, a cura e a alegria.

O evento em Reykjavík é um de vários que estão sendo organizados em todo o mundo para marcar o aniversário da morte de John Lennon, em 9 de outubro. O site de buscas Google homenageou Lennon com um logotipo desenhado à mão e um minivídeo baseado em seu sucesso "Imagine".

"É muito interessante, sabe, que canções como 'Gimme Some Truth' significam muito hoje, e, é claro, 'Give Peace a Chance' e 'Imagine'. Todas as canções políticas dele hoje têm muito significado para as pessoas", disse Ono na sexta.

Antes de ser aclamado como artista solo após o fim dos Beatles como grupo, em 1970, Lennon fez parte de uma das duplas de composição de canções mais bem sucedidas do século 20, juntamente com Paul McCartney.

Lennon e McCartney foram responsáveis por uma série de sucessos influentes, incluindo "She Loves You", "I Want to Hold Your Hand" e "A Hard Day's Night".   Continuação...

 
<p>Yoko Ono participa de premia&ccedil;&atilde;o em Londres em 2009. REUTERS/Toby Melville</p>