Ganhador do Nobel da Paz quer que sua mulher receba prêmio

terça-feira, 12 de outubro de 2010 12:51 BRT
 

Por Ben Blanchard e Chris Buckley

PEQUIM, 12 de outubro (Reuters) - O ganhador chinês do Prêmio Nobel da Paz deste ano, Liu Xiaobo, que está preso, pediu a sua mulher que receba o prêmio em Oslo, disse ela na terça-feira, enquanto o governo chinês argumenta que é vítima de preconceito e conspiração por parte do Ocidente.

A China se enfureceu com o prêmio, que em 1989 foi dado ao líder espiritual tibetano exilado Dalai Lama, que também é repudiado por Pequim e que já parabenizou Liu.

"Xiaobo me disse que espera que eu possa ir a Oslo para receber o prêmio por ele", disse Liu Xia pelo telefone desde sua casa em Pequim, onde ela se encontra em virtual prisão domiciliar.

"Acho que será muito difícil", ela acrescentou, indagada se ela acha que o governo a autorizará a viajar a Oslo.

Liu Xiu disse que o governo não lhe disse explicitamente que ela não será autorizada a ir à Noruega. O prêmio será entregue oficialmente em Oslo em 10 de dezembro.

A China condenou o governo norueguês, que não influi sobre a escolha do laureado, e o Ministério da Pesca norueguês disse na terça-feira que a China cancelou uma segunda reunião prevista com um ministro norueguês.

O porta-voz do Ministério do Exterior da China, Ma Zhaoxu, disse que a concessão do prêmio a Liu, que está cumprindo pena de 11 anos de prisão por subversão, não vai abalar o sistema político unipartidário chinês.

"Alguns políticos de alguns países aproveitaram esta oportunidade para falar mal da China. Isso revela uma falta de respeito pelo sistema judiciário chinês e também nos leva a desconfiar das verdadeiras motivações deles", disse Ma em coletiva de imprensa.   Continuação...

 
<p>O ganhador chin&ecirc;s do Pr&ecirc;mio Nobel da Paz deste ano, Liu Xiaobo, que est&aacute; preso, pediu a sua mulher que receba o pr&ecirc;mio em Oslo, disse ela na ter&ccedil;a-feira, enquanto o governo chin&ecirc;s argumenta que &eacute; v&iacute;tima de preconceito e conspira&ccedil;&atilde;o por parte do Ocidente. REUTERS/Handout</p>