ESTREIA-"Avatar-Edição Especial" traz mais 8 minutos de cenas

quinta-feira, 14 de outubro de 2010 15:11 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de bater o recorde de bilheteria nos cinemas mundiais (em menos de sete semanas, faturou mais de 2 bilhões de dólares), a onda azul de "Avatar" volta aos cinemas com uma versão ampliada da trama, com exibição apenas em salas 3D e IMAX.

Mas, antes de fazer filas nas salas de projeção, é importante o espectador saber que os oito minutos adicionais em nada alteram a dinâmica da produção.

A espetacular ficção científica de James Cameron exala grandeza por onde quer que se olhe. E o fato de voltar a ser exibida após quase um ano de sua estreia, com tão poucos atrativos, só demonstra que a tese é verdadeira.

Para quem não se lembra, "Avatar" passa-se no mundo idílico de Pandora, o planeta onde habitam os Na'vi, gigantes azuis humanoides. Conectados de corpo e mente com o equilíbrio geral da floresta em que vivem, essas criaturas são guardiãs do lugar.

Tudo muda quando humanos chegam ao planeta, em 2154, e já se esgotaram os recursos da Terra. O problema é que não querem coabitar pacificamente com os nativos e sim invadir e promover ali mineração de pedras milionárias. Uma atitude que não apenas promete destruir o planeta como também os próprios Na'vi.

Para fazer um meio de campo com os nativos, a empresa responsável pelo empreendimento cria, com a ajuda da dra.Grace Augustine (Sigourney Weaver), o projeto "avatares", em que se unem o DNA Na'vi e o humano, criando um corpo vazio. Quem controla cada um deles é um humano, que tem afinidade genética com um deles.

No projeto destaca-se o fuzileiro naval paraplégico Jake Sully (Sam Worthington, de "Fúria de Titãs"), que se infiltra entre os Na'vi para transmitir todos os seus segredos ao comandante militar linha-dura, o coronel Miles Quaritch (Stephen Lang, de "Os Homens que Encaravam Cabras").

No entanto, os planos mudam quando Jake é informado por Eiwa (o espírito de Pandora) que seu papel ainda será fundamental para salvar Pandora do flagelo imposto por seus invasores. Um universo para lá de maniqueísta, criado pelo diretor James Cameron, que também assina o roteiro.

Quando foi anunciada uma versão ampliada, podia-se imaginar que alguns buracos na trama seriam respondidos. Entre eles, como funciona a ligação entre os avatares e seus humanos. Não faz sentido que um dos pontos mais importantes da história passe com tão poucos detalhes.   Continuação...