Museu do Prado mostra paixão por Renoir em exposição especial

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 17:10 BRST
 

Por Blanca Rodríguez

MADRI (Reuters) - Mais de um século depois de Pierre-Auguste Renoir ter visitado o Museu do Prado para admirar pintores como Tiziano, Rubens e Velázquez, a grande pinacoteca da capital espanhola abriu espaço entre as obras destes grandes maestros para acolher a primeira exposição monográfica na Espanha de um dos fundadores do movimento impressionista.

"Paixão por Renoir", que poderá ser visitada a partir de terça-feira até 6 de fevereiro de 2011, reúne 31 obras de todos os gêneros importantes do artista --o retrato, a figura feminina, a nudez, a paisagem, a natureza morta e as flores -- que abordou com uma amplitude maior que a de seus colegas impressionistas.

A exposição conta com a coleção particular do norte-americano Robert Sterling Clark (1877-1956), um dos maiores colecionadores individuais do artista francês, que foi comprando as obras ao longo de quase quatro décadas, tanto nos Estados Unidos como na França, e que constituem o núcleo do Sterling e Francine Clark Art Institute de Williamstown, Massachusetts.

Os quadros, a maioria de pequenas dimensões, correspondem ao último quarto do século 19, as primeiras e mais valiosas etapas de Renoir (1841-1919), um artista que contribuiu para a renovação da pintura a partir de 1874 e foi fonte de inspiração para pintores como Picasso e Matisse.

"O Prado é onde melhor se pode entender o classicismo refinado de Renoir, seu interesse pela figura e como sua proximidade com a grande tradição colorista europeia o acabou distanciando do movimento impressionista", explicou na segunda-feira o diretor do Museu Nacional do Prado, Miguel Zugaza, durante a apresentação da exposição.

Renoir, junto a nomes como Claude Monet, Alfred Sisley e Paul Cezanne, foi um dos fundadores do impressionismo na década de 1870, um estilo que transformou o tratamento da luz e as formas da pintura europeia. Contudo, não foi somente um impressionista, já que sua prática artística evoluiu radicalmente ao longo de sua extensa carreira.

 
<p>Fot&oacute;grafo tira foto da exposi&ccedil;&atilde;o "Paix&atilde;o por Renoir" no Museu Prado, em Madri, 18 de outubro de 2010. REUTERS/Juan Medina</p>