Nova Zelândia sofre protestos contra produção de "The Hobbit"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010 15:35 BRST
 

WELLINGTON (Reuters) - O governo neozelandês prometeu nesta quinta-feira que tentará intervir para manter a filmagem do filme "The Hobbit" dentro da Nova Zelândia, depois que manifestantes tomaram as ruas em uma disputa entre sindicatos por conta do filme.

Enquanto as tensões aumentavam, a entidade que representa os atores na Nova Zelândia recomendou nesta quinta-feira que o boicote contra "The Hobbit" fosse suspenso. O boicote foi imposto depois de reclamações de que os produtores não queriam deixar o sindicato negociar o salário mínimo e as condições de trabalho.

Mas ainda não está claro se a medida veio muito tarde, pois o produtor neozelandês Peter Jackson -- cuja trilogia de sucesso "O Senhor dos Anéis" impulsionou a reputação da indústria cinematográfica neozelandesa -- disse que a Warner Bros estaria na Nova Zelândia na próxima semana para transferir a produção para outro país.

"Parece, agora, que não podemos produzir o filme em nosso próprio país -- mesmo quando financiamento significante está disponível", disseram Jackson e sua esposa Fran Walsh, também cineasta, em comunicado.

O primeiro-ministro John Key havia se oferecido no início do mês para agir como mediador na disputa, e afirmou que faria todo o possível para manter o projeto de dois filmes, no valor estimado em 500 milhões de dólares, na Nova Zelândia e proteger a indústria de cinema local.