ESTREIA-"Garfield 3D-Um Super-Herói Animal" é trama confusa

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 07:45 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Invariavelmente, quando um filme de animação é produzido, é difícil precisar para qual faixa etária está voltado. Seria a da primeira infância ou a da pré-adolescência? "Garfield 3D - Um Super-Herói Animal é implicitamente direcionado a um público que não só desconhece o personagem principal, como prefere os movimentos na tela à história em si.

Apesar de também assinar o roteiro, Jim Davis, idealizador dos quadrinhos de Garfield, não faz nada além de mal representar sua criação em uma produção sem o charme (para os pais) ou interesse (para os filhos) que esta animação poderia ter. O filme estreia em cópias convencionais e 3D, nos dois casos, apenas na versão dublada.

Para piorar, a trama é confusa. Enquanto Garfield devora cachorros-quentes (aproveitando a ironia), o mundo dos quadrinhos (do desenho em projeção) sofre uma reviravolta, quando o grande Garzooka, uma versão super-herói do protagonista, precisa recuperar uma arma que irá destruir seu planeta. Do HQ, ele passa para o mundo dos desenhos (os personagens admitem que não estão no mundo real, mas sim em uma animação) para recuperar o artefato.

Quando os vilões dos quadrinhos também conseguem entrar no país dos desenhos, em especial a ambiciosa Vetvix, Garfield deve esquecer sua preguiça e seu gosto pelo ócio, para lutar contra a vilã. Afinal, salvando a si, protege também o mundo dos gibis que seus amigos tanto leem.

"Garfield 3D - Um Super-Herói Animal" não apresenta qualquer novidade, a não ser a de focar um público indefinido, entre a primeira infância ("Teletubbies") e a pré-adolescência ("Tá Chovendo Hambúrguer"). Mas, não é fácil criar produtos para essa faixa etária, quando a experiência visual deve ser base de uma experiência lúdica. A produção, aqui, peca por desleixo com seu público.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

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