ESTREIA-Selton Mello é policial contra o tráfico em "Federal"

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 11:33 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Com quatro anos de atraso, chega às telas "Federal", o filme do cineasta brasiliense Erik de Castro ("Senta a Pua!). Com o tema de combate ao tráfico de drogas, o longa tem pontos de contato com o fenômeno "Tropa de Elite", mas trata-se de uma produção anterior, que demorou mais para ser finalizada.

Com elenco de peso, o filme traz às telas atores como Selton Mello e Carlos Alberto Ricelli, na pele de policiais honestos que lutam contra o narcotráfico arraigado na capital do país. Embora adeptos da violência truculenta, são os heróis de uma trama que evidencia a corrupção, o cinismo e a impotência frente ao crime organizado.

Eles interpretam os líderes de grupo de elite da polícia federal que tenta prender o poderoso Béque (o cantor Eduardo Dusek), um narcotraficante que colocou Brasília na rota do contrabando internacional. Vital (Ricelli) e Daniel (Mello) perseguem o criminoso, sem, contudo, encontrar provas contundentes para incriminá-lo.

Mesmo quando conseguem prender um advogado em flagrante, ligado ao traficante, a corrupção nas mais diferentes esferas do cotidiano, coloca os protagonista sempre um passo atrás dos criminosos. Evidencia-se, aqui, que jamais haverá finais felizes nesta história.

O elenco tem dois atores internacionais, o norte-americano Michael Madsen (de "Cães de Aluguel"), na pele do vilão Sam Gibson, e a atriz colombiana Carolina Gómez.

Com um orçamento de 5 milhões de dólares, Erik de Castro cria uma trama cuja mensagem é difícil entender. Os dramas pessoais dos protagonistas não são resolvidos. Há buracos no roteiro que dificultam a compreensão sobre o que se vê na tela. Personagens coadjuvantes são simplesmente limados da história sem causa aparente.

Fora isso, há uma desconfortável sensação de que faltam alguns pedaços da história que ficaram na mesa de edição. Embora o elenco cause uma imediata boa impressão por seu trabalho anterior, o que se vê, no fim, são performances sofríveis a partir de um roteiro mal acabado.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

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