Filme sobre o polvo Paul mergulha no mundo das apostas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 10:42 BRST
 

Por Roya Stevens

PEQUIM (Reuters Life!) - Enquanto o mundo ainda está de "luto" pela morte do vidente octópode que ficou famoso no mundo todo, um filme chamado "Matem o Polvo Paul" desafia a verdade por trás do molusco que previa com precisão os resultados da Copa do Mundo de 2010.

O thriller ficcional da diretora Xiao Jiang acompanha um grupo de torcedores chineses que viaja à África do Sul para desmascarar uma conspiração internacional de apostadores.

As reviravoltas da trama levam à conclusão de que as "profecias" de Paul eram fabricadas de modo a ajudar um esquema de manipulação de resultados, beneficiando uma quadrilha de apostadores.

"Eu realmente gosto de futebol e adoro a Copa do Mundo. Mas sei que a Copa do Mundo teve muita gente apostando", disse Xiao a jornalistas na pré-estreia do filme, na quinta-feira, em Pequim.

"Então, quando comecei a pensar em fazer esse filme, eu queria filmar a respeito de pessoas que, por causa das apostas, encontrassem algumas situações esquisitas."

Paul, que nasceu na Inglaterra e morreu nesta semana no aquário de Oberhausen (Alemanha), ficou famoso ao prever corretamente os resultados de sete partidas da Alemanha na Copa. Na final, ele também cravou com precisão: Espanha campeã, batendo a Holanda.

Antes de cada jogo, os funcionários do aquário colocavam diante de Paul duas caixas de vidro com mexilhões. Cada caixa tinha uma bandeira representando uma seleção que jogaria naquela rodada. Cabia ao polvo escolher qual caixa ele abriria primeiro para pegar o mexilhão.

Xiao disse que pessoalmente não acreditava nas habilidades sensoriais de Paul, mas que de fato o polvo foi crucial para aumentar o interesse do mundo pela Copa.   Continuação...

 
<p>Polvo Paul no Aqu&aacute;rio de Vida marinha em Oberhausen, na Alemanha, em julho. Um filme chamado "Matem o Polvo Paul" desafia a verdade por tr&aacute;s do molusco que previa os resultados da Copa do Mundo de 2010. 09/07/2010 REUTERS/Wolfgang Rattay/Arquivo</p>