Estrelas são munições na guerra pela capital cultural do Golfo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010 15:38 BRST
 

Por Andrew Hammond

ABU DHABI (Reuters) - Em um estonteante vestido dourado e preto e com os saltos mais altos que você já deve ter visto, a atriz Salma Hayek passa pelo carpete vermelho.

"Eu gosto muito dele, e o levo muito a sério", diz ela a jornalistas que se amontoam para obter uma declaração dela sobre seu papel de júri neste festival de cinema. "Parece que eles construíram uma ótima casa para as artes, a cultura e os filmes."

Quem é que poderia acreditar que ela estava falando sobre o Catar, um país no deserto com 1,7 milhão de habitantes, em sua maioria expatriados, por muito tempo considerado um lugar atrasado culturalmente mesmo em comparação com seus vizinhos do Golfo Pérsico.

Abençoado com vastas reservas de petróleo e gás e com pequenas populações, as cidades do Golfo Pérsico com dinheiro de sobra têm competido nos últimos anos para se estabelecerem como capital cultural.

Doha tem um prestigioso museu de arte islâmica e Abu Dhabi está construindo ramificações do Guggenheim, de Nova York, e do Louvre, de Paris.

Mas são os seus festivais de cinema que tornaram o principal evento cultural de prestígio, desde que Dubai lançou sua versão em 2004 -- um chamariz para a tentativa de se tornar um destino glamoroso para o jetset internacional.

Uma semana antes de Hayek participar do segundo Festival de Cinema Tribeca de Doha, Uma Thurman passara pelo tapete vermelho do quarto Festival de Cinema de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

"Pela primeira vez, senti energia vindo de um festival nesta região", disse ela a jornalistas na capital dos Emirados.   Continuação...