November 19, 2010 / 3:25 PM / 7 years ago

ENTREVISTA-Anne Hathaway fala de "O Amor e Outras Drogas"

3 Min, DE LEITURA

<p>Anne Hathaway na estreia de seu filme "O Amor e Outras Drogas" em Hollywood. 04/11/2010Fred Prouser</p>

Por Christine Kearney

NOVA YORK (Reuters) - Anne Hathaway volta a contracenar com Jake Gyllenhaal, seu parceiro em "O Segredo de Brokeback Mountain", no misto de drama e comédia romântica "O Amor e Outras Drogas".

Sua atuação no papel de Maggie, um espírito livre, incluindo sexualmente, que se apaixona por um vendedor de produtos farmacêuticos, a está levando a ser cogitada para uma possível indicação ao Oscar.

Hathaway, de 28 anos, conversou com a Reuters sobre o filme -- baseado no livro de não ficção "Hard Sell - The Evolution of a Viagra Salesman" -- sobre temas que foram desde medicamentos até a droga principal do filme: o amor.

Pergunta: O que mudou na sua vida e na de Jake desde "Brokeback Mountain?"

Resposta: Acho que tudo, menos nossas famílias e nossos amigos. Somos basicamente as mesmas pessoas, só que mais velhas e mais sábias.

P: Parece que você chorou todos os dias durante as filmagens de "O Amor e Outras Drogas"?

R: É verdade, vivi uma montanha-russa emocional neste filme. Fiz uma personagem que está muito fora de minha zona de conforto. E toda essa sexualidade explícita não tem nada a ver comigo.

P: Sua personagem tem a doença de Parkinson, é emocionalmente complexa e não é uma personagem feminina típica e unidimensional de comédia romântica. Foi isso que a atraiu no roteiro?

R: O roteiro que me mandaram era a história de um homem que foi transformado pelo amor de uma mulher. E o roteiro que acabamos fazendo é a história de duas pessoas que são transformadas pelo amor.

P: As cenas sexuais foram as mais expostas que você já fez?

R: Acho que foram as cenas de sexo mais carregadas que já fiz, sim.

P: Você procurou não exagerar o tremor da doença de Parkinson?

R: Pesquisei a doença. Conversei com pessoas que estão em fases diferentes da doença. Assisti a muitos vídeos no YouTube.

P: Como você se sentirá se este ano estiver sentada na plateia do Oscar como indicada?

R: Você é tão gentil, me convidando a partir na viagem do tapete mágico! Acho que este ano sou uma das cerca de 37 atrizes que vêm sendo comentadas como possíveis candidatas, então vou ficar com os pés no chão e dizer 'vou esperar para ver o que acontece'.

P: O filme também menciona a indústria farmacêutica. O que você tem a dizer sobre isso?

R: Me preocupo com a industrialização da medicina. Acho que, como a maioria das pessoas, isso me assusta. Não sou alguém que procura um analgésico assim que sente uma dor de cabeça.

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