Novo "Crônicas de Nárnia" requereu muitas mudanças, diz diretor

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 15:28 BRST
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters Life!) - O diretor britânico Michael Apted lança nesta sexta-feira seu novo filme da série "As Crônicas de Nárnia" -- "A Viagem do Peregrino da Alvorada". É o terceiro da série baseada nos livros infantis de C.S. Lewis.

O filme, que sai em 3D e custou cerca de 140 milhões de dólares para ser feito, chega aos cinemas na temporada crítica do fim de ano, e Apted, 69 anos, deu entrevista à Reuters para comentá-lo.

P: Você fez modificações importantes à história original de C.S. Lewis. Foi difícil fazê-las? Como você escolheu as modificações?

R: Quando li o livro, fiquei alarmado. Gostei muito da história, seu tom e sua imaginação. Mas achei que faltava impulso narrativo.

A impressão era de uma história muito episódica. Isso, em um filme, é catastrófico. Um filme, especialmente um filme comercial, requer uma razão para a história passar de A para B e depois C. Portanto, esse era um problema sério.

Levamos quase dois anos para encontrar uma saída. O que fizemos foi ler o livro seguinte, ver como começava e como "Peregrino da Alvorada" terminava, e então percebemos que todo um pedaço da história está faltando. "O Trono de Prata" fala de como Eustáquio vai para debaixo da terra, onde os habitantes capturados de Nárnia vinham se preparando para atacar Nárnia. A feiticeira estava ali, organizando tudo, e Caspian já era um velho.

Então decidimos pegar esse pedaço de narrativa - ou seja, que os narnianos tinham sido sequestrados e levados para um lugar desconhecido - e usá-lo como força motriz.

Lewis nunca escreveu sobre isso, mas falou. Isso nos ajudou.   Continuação...