Jeff Bridges revela sua verdadeira "Bravura Indômita"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010 11:45 BRST
 

Por Zorianna Kit

LOS ANGELES (Reuters) - Quase um ano depois de receber o Oscar de melhor ator, Jeff Bridges está sendo aventado outra vez para possíveis prêmios pelo trabalho que fez em "Bravura Indômita", com Joel e Ethan Coen, que já o haviam dirigido antes em "O Grande Lebowski".

O filme, que chega aos cinemas norte-americanos na quarta-feira, traz Bridges no papel do xerife beberrão Rooster Cogburn no western ambientado na era pós-Guerra Civil Americana -- uma virada de 180 graus em relação a seu papel recente de ás da tecnologia preso em uma armadilha computadorizada que ele mesmo criou no futurista "Tron - O Legado".

Adaptado pela primeira vez em um filme de 1969 que valeu um Oscar a John Wayne pelo papel de Cogburn, "Bravura Indômita" é baseado no romance de Charles Portis sobre uma menina de 14 anos (a novata Hailee Steinfeld) que se junta a Cogburn e um policial (Matt Damon) para vingar a morte de seu pai.

Jeff Bridges conversou com a Reuters sobre o filme e sobre como sua carreira mudou desde a conquista do Oscar.

Pergunta: O livro já tinha sido transposto para o cinema em 1969. Você não estranhou o fato de os irmãos Coen quererem fazer a mesma coisa?

Resposta: Fiquei curioso, sim. Mas eles disseram: "Não vamos refazer o filme, vamos fazer um filme a partir do livro 'True Grit', de Charles Portis. Você já leu?". Eu não tinha lido, mas então li e entendi porque eles queriam fazer o filme. O livro é fantástico. Parece um roteiro dos irmãos Coen.

P: Como você criou um personagem diferente do de John Wayne?

R: Não sei como, mas eu não me referia ao retrato criado por ele quando estudava meus diálogos. Encarei como uma coisa totalmente nova. Agora, não sei se algo de John Wayne penetrou subliminarmente.   Continuação...