ESTREIA-Criatividade marca animação "O Mundo Encantado de Gigi"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 16:12 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Depois da festa visual de "Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar", de Hayao Myazaki, chega aos cinemas brasileiros um outro longa de animação japonês, "O Mundo Encantado de Gigi". Dirigido por Rintaro ("Metropolis"), o filme abusa do colorido e da criatividade, com uma história maluca, mas, por isso mesmo, tocante e engraçada. A animação circula apenas em cópias dubladas.

Combinando elementos orientais e ocidentais, "O Mundo Encantado de Gigi" conta uma história sobre superação e o poder da imaginação, tendo ao centro a personagem-título, uma menina órfã de pai que sonha em ser uma pinguim - e não bastasse isso, também quer voar.

Ela não se importa em brincar sozinha - as crianças do bairro sempre a perseguem porque ela veste uma fantasia de pinguim. Seu pai era especialista nesse tipo de ave e contava histórias fantasiosas para a menina - numa delas, jurava ter voado com um bando de pinguins, e isso despertou a imaginação da menina.

Uma série de acontecimentos mágicos, no entanto, tiram-na de sua rotina. Primeiro, um boneco estranho ganha vida e a leva para algo que ele chama de "loja de pingüins" - onde há milhões de brinquedos, guloseimas e móveis no formato da ave. O novo amigo ganha vida e um nome, Charles.

Uma mistura de gato com boneco, ele é na verdade um goblim, e leva Gigi para sua aldeia. Lá, ela descobre que estão sendo perseguidos por um ser maligno, Boukkha-Boo, que sempre manda uma criatura gorducha em seu lugar para destruir a cidade dos goblins, enquanto ele se fortalece.

Gigi pode ser a salvação deles. Eles acreditam que ela seja uma ave que não sabe voar e a decepção é enorme quando descobrem que ela é uma garota. Ainda assim, ela se esforça para ajudar seus únicos amigos de verdade.

"O Mundo Encantado de Gigi" é um desenho voltado especialmente para o público infantil - que deverá se identificar com a protagonista. Mas seu visual colorido e a sagacidade da história - ao mesmo tempo acessível e complexa - garante uma hora e meia de entretenimento também para adultos, que podem vê-lo como uma espécie de "Alice no País das Maravilhas" japonês.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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