Javier Bardem enfrenta demônios pessoais em "Biutiful"

terça-feira, 28 de dezembro de 2010 16:54 BRST
 

Por Bob Tourtellotte

LOS ANGELES (Reuters) - Fãs de Javier Bardem que acham que ele não pode atuar melhor do que em seu papel como assassino em "Onde os Fracos Não Têm Vez", que lhe rendeu um Oscar, podem começar a mudar de ideia.

Esta semana, seu drama "Biutiful" estreia nos cinemas dos Estados Unidos, depois de ser exibido internacionalmente, ter dado ao espanhol prêmio de melhor ator em maio no Festival de Cinema de Cannes.

Bardem disse à Reuters que o papel de Uxbal, um homem que está morrendo e fazendo as pazes com sua vida e seu legado, foi um dos mais gratificantes que ele já fez, uma atuação que levou seu talento para além de limites antes atingidos.

Isso não é pouco para um ator que já trabalhou com Woody Allen, Pedro Almodóvar, Julian Schnabel e, em "Biutiful", com o diretor mexicano Alejandro González Iñarritu.

"Foi gratificante no sentido de me colocar na frente do espelho, enfrentar meus limites e ter que lidar com eles", disse Bardem. "Esta foi, de longe, a experiência profissional que mais me ajudou a pensar o meu ofício, meu trabalho, minhas responsabilidades" como ator.

Bardem, 41, ganhou notoriedade em sua terra natal na televisão e depois em filmes de Almodóvar como "De Salto Alto" e "Jamón, Jamón". Sua atuação como o escritor cubano Reinaldo Arenas em "Antes do Anoitecer", de Schnabel, levou a sua primeira indicação ao Oscar e transformou Bardem em um dos poucos atores de língua espanhola a fazer parte do panteão de astros de Hollywood.

Quando ele atuou como o pintor temperamental em "Vicky Cristina Barcelona", de Allen, ao lado de Penélope Cruz, Bardem já era um astro de primeira linha.

Mas "Biutiful" não foi fácil para um nome famoso que poderia escolher qualquer papel que quisesse.   Continuação...

 
<p>Javier Bardem em coletiva de imprensa para promover o filme "Biutiful" em Madri. 29/11/2010 REUTERS/Andrea Comas/Arquivo</p>