Legista do caso Jackson reitera tese de homicídio por médico

terça-feira, 11 de janeiro de 2011 20:07 BRST
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Um legista envolvido na investigação da morte de Michael Jackson disse nesta terça-feira em depoimento que mesmo que o cantor tivesse administrado nele próprio o medicamento que o matou, isso não elimina a acusação de homicídio culposo contra o médico que o atendia.

O depoimento de Christopher Rogers, chefe de medicina forense do Condado de Los Angeles, pode atrapalhar a estratégia da defesa do médico Conrad Murray, de alegar que o músico causou sua própria morte.

Segundo Rogers, o fato de Murray der dado o poderoso anestésico propofol a Jackson sem as precauções necessárias já constitui uma forma de homicídio culposo (não-intencional).

O depoimento dele foi parte do sexto dia de audiência preliminar sobre o processo em que Murray é réu pela morte de Jackson, ocorrida em junho de 2009, por causa de uma overdose de medicamentos.

Promotores argumentam que Murray foi negligente na administração dos medicamentos e na observação do seu paciente. O médico se diz inocente.

Na audiência de terça-feira, o advogado de defesa J. Michael Flanagan perguntou a Rogers sobre as injeções de propofol, que normalmente são administradas em hospitais, mas que Jackson usava em sua casa para conseguir dormir.

"Se o médico não colocou o propofol no senhor Jackson, não é homicídio, é?", questionou Flanagan.

"Com base na qualidade do atendimento médico, eu ainda chamaria isso de homicídio, mesmo que o médico não tenha administrado o propofol ao senhor Jackson", disse Rogers.   Continuação...