Ator Charlie Sheen se interna em clínica de reabilitação

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 22:17 BRST
 

LOS ANGELES (Reuters) - O ator Charlie Sheen, da série "Two and a Half Men", deu entrada em uma clínica de reabilitação, disse na sexta-feira seu porta-voz, um dia após ter sido hospitalizado depois de uma suposta festa em sua casa que durou 36 horas, regada a álcool e drogas.

A emissora CBS disse que a produção da série mais vista nos Estados Unidos foi suspensa momentaneamente e que apoiava a decisão de Sheen.

"Charlie Sheen entrou voluntariamente num centro de reabilitação não revelado. Ele agradece a todos que se preocuparam", disse à Reuters o porta-voz do ator, Stan Rosenfield.

O agente afirmou que o ator pediu respeito à sua privacidade e acrescentou que não dará mais informações.

Sheen, de 45 anos, que é o ator mais bem pago da televisão americana, foi levado a um hospital de Los Angeles às pressas na quinta-feira, com fortes dores abdominais.

O astro deixou o hospital na quinta-feira à noite e planejava voltar a gravar a série na próxima terça-feira.

"Devido à decisão de Charlie Sheen de se internar num centro de reabilitação, a CBS, a Warner Bros e o produtor executivo Chuck Lorre estão suspendendo a produção de 'Two and a Half Men'", disse a emissora em comunicado.

"Estamos profundamente preocupados com sua saúde e bem-estar, e apoiamos sua decisão".

Consta que Sheen ganha cerca de 27,5 milhões de dólares por ano pelo papel principal, de solteiro mulherengo, em "Two and a Half Men", vista semanalmente por 15 milhões de espectadores.

Mas suas questões pessoais, que incluem passagens por clínicas de reabilitação, um gosto confesso por prostitutas e estrelas de cinema pornô e uma agressão a sua mulher em 2009, dominaram as manchetes no último ano.

(Reportagem de Jill Serjeant)

 
<p>Charlie Sheen chega ao tribunal em Aspen, Colorado, em agosto de 2010. O ator da s&eacute;rie "Two and a Half Men" deu entrada em uma cl&iacute;nica de reabilita&ccedil;&atilde;o, disse na sexta-feira seu porta-voz. 02/08/2010 REUTERS/Rick Wilking/Arquivo</p>