Críticos são impiedosos com musical "Homem-Aranha" da Broadway

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 17:25 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - O musical já teve sua estreia adiada cinco vezes, foi prejudicado por lesões de vários membros do elenco e virou alvo de piadas. Agora, o espetáculo mais caro já encenado na Broadway, "Spider-Man", foi resenhado pelos críticos e universalmente desancado.

Os críticos vinham respeitando a tradição, esperando para escrever resenhas sobre o musical de 65 milhões de dólares "Spider-Man: Turn Off the Dark", porque o espetáculo ainda está fazendo suas pré-estreias e não estava previsto para ser lançado formalmente até 15 de março.

Mas, com a noite de abertura incerta e os produtores cobrando até 277 dólares por um lugar, os críticos decidiram não esperar mais e, na terça-feira, resenharam o musical, numa aparente disputa para ver quem poderia desancá-lo mais impiedosamente.

As acrobacias aéreas inusitadas e espetaculares que são responsáveis por uma parte tão grande dos custos do show não conseguiram salvar a trama incompreensível, as cenas destituídas de graça e as canções que não agradaram, segundo os críticos.

O New York Times concluiu que o musical "está tão seriamente roto que não há como consertá-lo."

"A pura e simples inépcia deste espetáculo, inspirado nas HQs do Homem-Aranha, deixa de chocar pouco depois de seu início. Após 15 ou 20 minutos, a pergunta principal que você não para de se fazer provavelmente mudará de 'como 65 milhões de dólares podem parecer tão baratos?' para 'quanto tempo vai levar para eu conseguir sair daqui?'", disse o crítico Ben Brantley, do jornal.

Sob a manchete "Voa e destoa", o New York Post disse que as cenas aéreas são "impressionantes", mas que o musical é "errático" com cenas de tirar o fôlego seguidas por outras que são risíveis.

O Washington Post relegou o espetáculo de duas horas e 50 minutos de duração ao "subsolo mais escuro do teatro musical americano."

"Se você vai gastar 65 milhões de dólares e não acabar criando o melhor musical de todos os tempos, deve haver uma distinção perversa em criar um dos piores", escreveu Peter Marks, do Washington Post.   Continuação...