Iraniano Panahi é homenageado na abertura do Festival de Berlim

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 11:03 BRST
 

Por Mike Collett-White

BERLIM (Reuters) - Uma cadeira vazia na coletiva de imprensa do júri do Festival de Cinema de Berlim simbolizou nesta quinta-feira a ausência do diretor iraniano Jafar Panahi, para lembrar os riscos que às vezes estão envolvidos na produção de filmes.

Panahi foi convidado para ser um dos sete membros do júri, que decide os vencedores dos prêmios ao final dos dez dias de festival, em 19 de fevereiro. Mas ele foi condenado a seis anos de prisão em dezembro, e proibido de produzir filmes e viajar ao exterior por 20 anos.

"Ainda estamos esperando que ele possa vir", disse a atriz e presidente do júri Isabella Rosselini. "Ainda não desistimos. Ele é uma presença muito grande mesmo que ele não esteja aqui."

O convite ao cineasta, cujo filme "Fora do Jogo" venceu o Urso de Prata em 2006, "foi uma tentativa de assumir uma posição muito forte a favor da liberdade de expressão e da liberdade dos artistas", disse ela a jornalistas. "É importante que cada voz seja ouvida, cada tipo de filme feito."

Panahi foi acusado de produzir o filme sem permissão e incitar protestos da oposição depois das eleições de 2009, que desencadearam meses de instabilidade política no Irã. Cinco dos filmes de Panahi, incluindo "Fora do Jogo", serão exibidos durante o evento, que começa nesta quinta.

O remake de "Bravura Indômita" marca o início do festival, onde centenas de filmes disputam a atenção da mídia mundial e das distribuidoras.

O faroeste dos irmãos Coen já está em cartaz na América do Norte, e por isso não disputa os prêmios oficiais a serem entregues no dia 19. Mas ele garante um glamour hollywoodiano no tapete vermelho berlinense.

A história de uma jovem que sai à caça do assassino do seu pai recebeu dez indicações para o Oscar, atrás apenas de "O Discurso do Rei." No elenco estão Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Matt Damon e Josh Brolin.   Continuação...

 
<p>O cineasta iraniano Jafar Panahi enfrentou acusa&ccedil;&otilde;es de produzir filme sem permiss&atilde;o e incitar protestos. 25/05/2010 REUTERS/Stringer</p>