Sean Penn reitera pedido de ajuda ao Haiti

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 10:14 BRST
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - O ator vencedor do Oscar Sean Penn voltou a pressionar publicamente pela ajuda internacional na reconstrução do Haiti após o terremoto devastador que atingiu o país em 2010.

Nos últimos dias, o ator de "Jogo de Poder" fez as pazes com o rapper de origem haitiana Wyclef Jean e viajou para Viena, onde pediu ao governo austríaco e a empresários que continuem a ajudar o Haiti.

Penn havia criticado Jean, que tentou sem sucesso lançar uma campanha pela presidência no Haiti após o terremoto. Penn disse que a candidatura de Jean era "suspeita", e que o músico estava ausente no local onde muitos, como Penn, haviam se engajado.

Jean reagiu, acusando Penn de estar sob o efeito de drogas.

Mas na semana passada em Nova York, Penn estava entre Jean e Michel Martelly, outro artista haitiano que concorreu à Presidência do Haiti, e o ator deixou de lado as diferenças.

"Não estou aqui como um partidário político, mas o que posso dizer a vocês sem hesitar é que, assim como todos, esses dois homens ao meu lado irão liderar o caminho se você apoiá-los", disse Penn, em comentários que foram gravados em vídeo.

O ator, que recebeu seu segundo Oscar em 2009 por interpretar o ativista político gay Harvey Milk, também disse que os Estados Unidos têm uma "oportunidade" no Haiti para ajudar as pessoas a "triunfar contra a pobreza".

A tentativa de Jean para a presidência fracassou em agosto de 2010, quando o conselho eleitoral do Haiti rejeitou sua candidatura porque ele não cumpriu com as exigências de residência.

O grupo humanitário de Penn, o J/P Haitian Relief Organization, administra um acampamento para milhares de haitianos desabrigados após o terremoto, e também realiza uma missão médica e retira escombros.

 
<p>Ator Sean Penn durante coletiva de imprensa em Viena. O ator voltou a pressionar publicamente pela ajuda internacional na reconstru&ccedil;&atilde;o do Haiti ap&oacute;s o terremoto devastador que atingiu o pa&iacute;s em 2010. 15/02/2011 REUTERS/Lisi Niesner</p>