Charlie Sheen diz que não desistirá de série cancelada

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 20:51 BRT
 

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Sem se abalar com o anúncio de que a série "Two and a Half Men" chegará ao fim, o ator Charlie Sheen disparou na sexta-feira mensagens em que parece tentar salvar a sua errática carreira.

Ele está de férias nas Bahamas após passar um mês em "reabilitação" na sua casa, em Los Angeles, tentando se livrar da dependência em álcool e drogas. Na quinta-feira, a rede CBS anunciou que iria cancelar no meio da temporada a série cômica protagonizada por ele.

Em mensagem ao programa "Good Morning America", Sheen disse que aparecerá na semana que vem para gravar novos episódios. Em outro texto, enviado ao site Radaronline.com, ele dizia estar negociando um novo programa com o canal a cabo HBO - algo que a emissora negou.

Sheeen, de 45 anos, também estava escalado para participar do terceiro filme da série "Major League", que aborda o universo do beisebol. Mas o produtor James G. Robinson disse ao site TMZ.com que "se Charlie não tomar jeito (...) infelizmente não poderei colocá-lo no filme". "Quando um ator não aparece para trabalhar, você pode perder meio milhão de dólares por dia pagando as outras 250 pessoas que estão lá para rodar e os custos da locação."

Sheen afirmou na sexta-feira que está livre do álcool e das drogas, apesar das declarações disparatadas que fez na véspera, quando chamou Chuck Lorre, produtor e um dos criadores de "Two and a Half Men", de "homenzinho estúpido, estúpido".

Foi a gota d'água para que a CBS (que exibe a série) e a Warner (que a produz) decidissem tirar do ar o programa cômico mais popular da TV norte-americana.

A produção estava suspensa desde janeiro, quando Sheen foi convencido a procurar ajuda depois de passar 36 horas numa festa. No ano passado, ele já havia sido condenado por agredir a ex-mulher.

As gravações deveriam ser retomadas na segunda-feira. Em maio de 2010, Sheen havia renovado o contrato para a série, com um salário estimado em 27,5 milhões de dólares por ano.

(Reportagem de Jill Serjeant)