Em entrevista bombástica, Charlie Sheen pede aumento salarial

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 16:01 BRT
 

Por Christine Kearney

NOVA YORK (Reuters Life!) - O ator Charlie Sheen exigiu um aumento salarial para voltar a seu seriado de TV "Two and a Half Men", cuja produção está suspensa, e disse que estava irado, mas não inflamado, em duas entrevistas televisivas que foram ao ar na segunda-feira e nas quais ele falou coisas desconexas e elogiou-se exageradamente.

O astro problemático, cujo comportamento e insultos colocaram em dúvida o futuro de sua comédia líder de audiência, falou em tom indignado sobre assuntos diversos, desde seus problemas com a série até suas reflexões sobre o fato de que estaria sendo mal-compreendido, dizendo ainda que não tem um problema com drogas.

Reagindo à decisão da CBS, anunciada na quinta-feira, de suspender a produção de "Two and a Half Men" pelo resto desta temporada, Sheen lançou um ataque cheio de palavrões contra o produtor do programa.

Em entrevista à ABC News que teve trechos transmitidos no "Good Morning America", disse que está decepcionado com a suspensão.

Indagado se vai processar, ele respondeu: "Você não processaria? Estou sem emprego. Tenho uma família inteira para sustentar e amar. Estou aqui para receber meu pagamento, e eles vão perder."

Sheen disse que as críticas que ele fez na semana passada ao produtor e co-criador do programa, Chuck Lorre, que segundo alguns teriam sido antissemitas, foram mal interpretadas.

"Estou mal com isso", disse Sheen. "Pensei que, depois de ter você me desancando há oito anos, eu poderia lançar umas farpas de volta. Eu não sabia que você ia recolher sua bolinha, ir para casa e ainda por cima punir todo o mundo nesse processo."

A Warner Bros Television, que realiza "Two and A Half Men", disse que não tinha comentários sobre as últimas declarações do ator. A CBS manteve silêncio.   Continuação...

 
<p>O ator Charlie Sheen afirmou que est&aacute; sem emprego, que tem fam&iacute;lia para sustentar e exigiu aumento salarial. 07/07/2010 REUTERS/Rick Wilking</p>