24 de Março de 2011 / às 15:37 / 6 anos atrás

Winslet faz papel que foi de Joan Crawford em novo "Mildred"

<p>Kate Winslet na estreia mundial da miniss&eacute;rie da HBO "Mildred Pierce", em Nova York. 21/03/2011 REUTERS/Jessica Rinaldi</p>

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Joan Crawford recebeu seu único Oscar pelo papel da mãe solteira com vontade de ferro Mildred Pierce em “Almas em Suplício” (título original: “Mildred Pierce”), de 1945.

Mas Kate Winslet, atriz britânica também ganhadora do Oscar, achou que assistir ao clássico do cinema noir foi a pior preparação possível para representar o mesmo papel de Crawford na nova versão de “Mildred Pierce” criada pela HBO.

“Assisti aos primeiros cinco minutos do filme e então pensei ‘eu não deveria ver isto’”, disse Winslet a jornalistas.

“Eu sabia que deveria respeitar o livro original e ser fiel à Mildred Pierce desse romance brilhante. O que procurei fazer com (o diretor) Tood Haynes foi algo diferente.”

A minissérie em cinco partes da HBO, que começa no domingo, não é tanto uma versão diferente do filme em preto e branco com Joan Crawford quanto um retorno às raízes da história: o romance “A História de Mildred Pierce” (1941), de James M. Cain.

“Mildred Pierce” é a história de uma mulher recém-divorciada na Grande Depressão, que luta para criar uma vida independente para ela e sua família e para conquistar o amor de sua filha fria e calculista.

O livro não tem a trama de assassinato que foi inventada para o filme de 1945, focando em vez disso o relacionamento torturado e às vezes melodramático entre Pierce e sua filha Veda, representada por Evan Rachel Wood.

Mas o que mais atraiu Haynes para a história da mãe solteira determinada da Califórnia dos anos 1930, na Grande Depressão, foi sua ressonância com os tempos econômicos difíceis de hoje.

Haynes foi grande fã do filme, mas só leu o livro em 2008, quando os mercados financeiros estavam despencando e bancos veneráveis estavam falindo da noite para o dia.

Roteirista e diretor do drama de época dos anos 1950 “Longe do Paraíso” e do filme “Não Estou Lá,” de 2007, inspirado em Bob Dylan, Haynes identificou na história outro de seus temas favoritos: as restrições sociais impostas às mulheres e como estas as superam.

Kate Winslet, 35 anos, conhecida principalmente por “Titanic” e por sua performance premiada com o Oscar como ex-guarda nazista em “O Leitor,” foi a primeira e única atriz que Haynes quis para sua versão para a TV de “Mildred Pierce.”

A performance de Winslet vem sendo elogiada, e a expectativa é que receba uma indicação ao Emmy ainda este ano. Mas os críticos de TV reagiram com ambiguidade à minissérie da HBO.

O Hollywood Reporter achou que falta credibilidade ao relacionamento central entre mãe e filha. Outros críticos acharam que, com cinco horas e meia de duração, a minissérie se perde um pouco. Para o escritor de thrillers Stephen King, “é simplesmente longa demais”.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below