Em remake de "Arthur", milionário sedutor busca reabilitação

terça-feira, 5 de abril de 2011 16:48 BRT
 

Por R.T. Watson

LOS ANGELES (Reuters) - Trinta anos atrás, quando as pessoas viviam à sombra de uma década famosa por seu estilo de vida libertário, Arthur Bach podia ser bêbado e herói de cinema ao mesmo tempo. Mas os tempos mudaram.

Quando o novo "Arthur" -- remake do sucesso de 1981 "Arthur, o Milionário Sedutor", que fez a fama do ator britânico Dudley Moore -- chegar aos cinemas dos EUA, na sexta-feira, o público verá mais ou menos o mesmo filme, mas com um herói que reconhece que é alcoólatra e procura se tratar.

É uma mudança que reflete como a cultura popular se transformou desde que o conservador Ronald Reagan chegou à presidência dos EUA, naquele ano.

"Foi muito importante criarmos um contexto em que o alcoolismo fosse divertido, mas não fosse retratado de maneira irresponsável", disse Russell Brand, o comediante britânico que veste o smoking de Arthur Bach no novo filme.

"É importante ver o problema do alcoolismo de Arthur resolvido", disse Brand a jornalistas em uma coletiva de imprensa recente. Ele próprio enfrentou o abuso de drogas e álcool em sua vida pessoal.

Em 1981, a sociedade estava saindo de uma década marcada pela libertação sexual, a liberação das mulheres e dos gays. A Aids tinha acabado de ser reconhecida, e ainda faltava uma década para a "correção política" se generalizar.

Em um testemunho dessa era, o charmoso milionário alcoólatra fictício Arthur Bach (Moore) conquistou público e crítica passando a maior parte do filme embriagado em Manhattan. Ao longo da história ele conseguiu de alguma maneira aprender lições valiosas sobre a importância da vida, ao mesmo tempo conquistando o coração de sua amada e conservando a posse de sua fortuna imensa.

Mas Arthur fez tudo isso sem enfrentar seriamente sua dependência do álcool.   Continuação...