28 de Abril de 2011 / às 17:28 / 6 anos atrás

ESTREIA-"Thor" cruza cultura pop, mitologia nórdica e 3D

SÃO PAULO (Reuters) - Conhecido por seus trabalhos shakespearianos, como “Henrique V” (1989) e “Hamlet” (1996), o ator e diretor irlandês Kenneth Branagh fez sua primeira investida no universo pop, dirigindo a aventura “Thor”.

Baseado na graphic novel lançada pela Marvel em 1962 - de autoria de Stan Lee, Jack Kirby e Larry Lieber -, o filme reinventa a lenda do famoso herói da mitologia nórdica. Circula em cópias convencionais, 3D e IMAX, nas versões dublada e legendada.

Interpretado pelo ator australiano Chris Hemsworth (“Star Trek”), Thor é o impulsivo herdeiro do mítico reino de Asgard, que, sob o comando do rei Odin (Anthony Hopkins), há muito ganhou a sangrenta guerra contra o mundo gelado de Jotunheim. O gênio aguerrido de Thor tem um contraponto no irmão, Loki (Tom Hiddleston), mais calmo e discreto, que vive à sua sombra.

Tanta paz no reino entedia Thor. Por isso, uma repentina invasão de Asgard por três habitantes de Jotunheim, rapidamente dominados, dá-lhe o pretexto para ir tomar satisfação do rei local, Laufey (Colm Feore). Sempre escudado por uma fiel trupe de guerreiros e pelo irmão, sem nunca abandonar seu poderoso martelo mágico, Thor faz um estrago no reino vizinho e dá pretexto para o reinício da guerra. A sequência, aliás, é a que melhor justifica o recurso do 3D, o que não acontece em boa parte da história.

Como castigo, Odin expulsa Thor de casa. Envia-o à Terra, privando-o também de seus títulos, poderes e do martelo mágico. O poderoso martelo também é jogado na Terra, ficando encravado no meio do deserto mexicano, onde atrai a atenção tanto de aventureiros como de uma unidade do serviço secreto americano, a Shield. Thor só recuperará o domínio do artefato quando tomar juízo.

A chegada de Thor à Terra é testemunhada também por uma equipe de cientistas, a dra. Jane Foster (Natalie Portman), o professor Erik Selvig (Stelan Skarsgard) e a estagiária Darcy (Kat Dennings). Como todo mundo fala inglês, não há qualquer dificuldade de compreensão entre eles. A dificuldade de relacionamento geral fica por conta da fúria de Thor, que leva um tempo para se acalmar e entender o processo de amadurecimento pretendido por seu pai.

Em Asgard, por sua vez, há problemas. Logo depois da expulsão de Thor, seu pai caiu numa espécie de coma e o reino fica sob o comando de Loki - que revela uma ambiguidade cada vez maior depois da descoberta da verdade sobre o seu nascimento.

Esse tipo de rivalidade entre irmãos, as sucessivas intrigas envolvendo os dois reinos, além do princípio de romance entre Jane e Thor, devem ter tido o seu papel para instigar Branagh a aceitar a direção de uma história, em princípio, tão diferente de suas tramas shakespearianas.

Ainda assim, não há, a rigor, uma real semelhança entre o mundo de Shakespeare e o mundo de Stan Lee e associados. “Thor” evolui bem mais de acordo com as regras do universo pop dos quadrinhos, enfileirando confrontos, guerras, lutas e destruições, algumas impressionantes.

Entretanto, o visual do filme, cujo desenho de produção está a cargo do veterano Bo Welch (de “Homens de Preto” e “Edward Mãos de Tesoura”), não desperta maiores emoções.

Uma dica aos espectadores é ficar até o final dos (longos) créditos do filme. A recompensa é uma ceninha de “Os vingadores”, novo filme em produção com alguns destes mesmos personagens e vários outros super-herois da Marvel, e que tem a participação de Samuel L. Jackson.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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