Polícia britânica prende 18 durante festas do casamento real

sexta-feira, 29 de abril de 2011 09:30 BRT
 

Por Cecilia Valente e Lorraine Turner

LONDRES (Reuters) - A polícia britânica prendeu 18 pessoas em Londres na sexta-feira, dia do casamento real, por conta de vários pequenos delitos em meio a um dos maiores esquemas de segurança já montados na capital.

Cerca de 5 mil policiais estavam a serviço para controlar a gigantesca multidão com suas bandeiras, junto com cerca de mil no trajeto entre a abadia de Westminster e o Palácio de Buckingham.

Equipes de especialistas com cães farejadores patrulharam a procissão buscando explosivos, enquanto helicópteros sobrevoaram a região para proteger o príncipe William e sua esposa, Kate Middleton.

Às 7h (horário de Brasília), o porta-voz da Polícia Metropolitana disse que foram feitas 18 prisões, incluindo um suspeito de crime sexual, três por estarem bêbados e três suspeitos furto.

Espectadores que esperaram horas para ver o casal real em sua carruagem disseram que o clima era de júbilo, apesar da multidão e da forte presença policial.

"Considerando o número de pessoas aqui, está um clima bastante leve", disse Becton Davis, 42, que vive em Londres, mas é originalmente da Carolina do Norte. "A atmosfera é amável."

A polícia disse ter informações sobre cerca de 10 manifestantes na Praça Soho, região central de Londres, do "Right Royal Orgy Group" e que eles estavam sendo monitorados. Havia também 70 manifestantes na Praça Red Lion do "Republican Tea Party", outro grupo contrário à monarquia, e eles também estavam sendo observados.

Alguns poucos manifestantes se reuniram na Praça Trafalgar, onde uma multidão assistia à procissão em telões, e mostravam um cartaz, alguns com reclamações pelos cortes governamentais nos serviços públicos e nas missões externas das Forças Armadas britânicas.

"O ponto que estou defendendo é o de uma minoria silenciosa", disse um dos manifestantes que não quis revelar seu nome. "Se as pessoas querem celebrar no Reino Unido, que não façam isso às nossas custas."

(Reportagem adicional de Olesya Dmitricova)