5 de Maio de 2011 / às 15:58 / em 6 anos

Hollywood exalta a "atemporal e bela" Sophia Loren

<p>Sophia Loren posa para foto durante tributo organizado pela Academia de Artes e Ci&ecirc;ncias Cinematogr&aacute;ficas, em Beverly Hills, Calif&oacute;rnia. 04/05/2011 REUTERS/Fred Prouser</p>

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - John Travolta a descreveu como “a coisa mais deliciosa” a ter saído da Itália, Roberto Benigni cantou “O Sole Mio” para ela e Billy Crystal disse que ela foi seu “primeiro grande amor”.

Hollywood compareceu em peso na noite de quarta-feira para homenagear Sophia Loren, 50 anos após ela ter se tornado a primeira pessoa a conquistar um Oscar de atuação por um papel em um filme não falado em inglês: o italiano “Duas Mulheres”.

Loren, que está com 76 anos e conserva intactas suas curvas famosas, não assistiu à entrega dos prêmios da Academia em 1961. Na quarta-feira ela disse a uma plateia de 800 atores, diretores, amigos e familiares que nunca sonhou que uma italiana, atuando em um filme italiano, pudesse receber o prêmio mais importante do cinema.

“O prêmio da Academia mudou minha vida por completo”, disse ela no tributo organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

“Não há palavras para descrever minhas emoções neste momento. É difícil imaginar que 50 anos se passaram desde que recebi meu Oscar em casa.”

Vista como a atriz italiana ainda viva mais famosa, com mais de 80 filmes em seu currículo, Loren recebeu um Oscar pelo conjunto de seu trabalho em 1991 e foi declarada “um dos maiores tesouros do cinema mundial”.

Na quarta-feira ela foi festejada com homenagens e clipes de alguns dos papéis mais famosos de sua época áurea, entre os anos 1950 e 1970, incluindo “Casamento à Italiana”, “Um Dia Muito Especial”, “Ontem, Hoje e Amanhã” e os filmes de Hollywood “El Cid” e “O Homem de La Mancha”.

Com a maioria dos atores e diretores com quem ela trabalhou já mortos há muito tempo -- Marcello Mastroianni, Gregory Peck, Frank Sinatra, Charlton Heston, Cary Grant, Marlon Brando e seu marido, o produtor Carlo Ponti --, os discursos ficaram a cargo de uma geração mais jovem.

Rob Marshall, que dirigiu Loren em seu longa mais recente, “Nine”, em 2009, disse que trabalhar com ela foi “a magia maior que conhecerei na vida”.

Tom Hanks a descreveu como “atemporal, bela e autenticamente real”. Christian De Sica descreveu as colaborações frequentes de Loren com seu pai, o diretor italiano Vittorio De Sica, como sendo “como um cappuccino -- é impossível distinguir o leite do café”.

O ator e diretor italiano Roberto Benigni, ele próprio ganhador de um Oscar por seu filme de 1997 “A Vida é Bela”, cantou para Loren em uma videomensagem, e Edoardo Ponti, filho da atriz, esforçou-se para não chorar quando lhe disse: “Estamos aqui porque amamos você e porque você merece tudo”.

Perguntada pelo apresentador e comediante norte-americano Crystal se estava feliz com sua carreira, Sophia Loren enxugou lágrimas ao responder.

“Você nunca está satisfeita. Sempre quer fazer mais e encontrar a coisa certa no momento certo. Gosto tanto de minha carreira, minha vida. Eu nasci para isto. Fico doente quando passo um ou dois anos sem trabalhar.”

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below