Diretor de documentário sobre morte de Diana é criticado em Cannes

sexta-feira, 13 de maio de 2011 13:04 BRT
 

Por Mike Collett-White

CANNES (Reuters) - O diretor Keith Allen defendeu nesta sexta-feira seu filme sobre a morte da princesa Diana, em meio a acusações de que o documentário seria um ataque unilateral contra o que ele chamou de "establishment" britânico e que teria sido integralmente financiado por Mohamed al-Fayed.

Empresário cujo filho Dodi morreu ao lado de Diana em um acidente de carro em Paris em 1997, Fayed sustenta há muito tempo que o casal foi morto por ordem do marido da rainha Elizabeth, príncipe Philip, e acredita que a família real não queria que Diana se casasse com um muçulmano.

Em uma coletiva de imprensa em alguns momentos caótica em Cannes, onde Allen está lançando o documentário "Unlawful Killing" fora do festival oficial de cinema, o diretor descreveu o documentário como "forense," descrição questionada por alguns dos presentes.

O filme foca em parte sobre o inquérito sobre a morte de Diana realizado em 2007/08 e argumenta que a imprensa britânica não refletiu corretamente as conclusões do inquérito, devido a pressões indiretas da família real.

"Achei importante que o público pudesse entender de maneira forense o que aconteceu no inquérito", disse Keith Allen, mais conhecido como ator de televisão britânico, falando a repórteres em Cannes.

"Eu não quis fazer um filme sensacionalista. Não acho que seja um filme sensacionalista. Acho que é uma análise muito forense de um processo legal britânico e acho que revela certas coisas que não 'batem'."

"Acredito que essas coisas devem ser questionadas. Foi por isso que fiz o filme. Espero que ele mostre às pessoas que nada é o que parece ser."

Allen foi criticado diretamente por um jornalista por não ter deixado claro que o filme foi financiado integralmente por Fayed, no valor de 2,5 milhões de libras (4,1 milhões de dólares), cifra essa citada por um homem que afirmou ser representante de Fayed.   Continuação...