Lady Gaga canta em Roma pelos direitos dos gays no mundo

domingo, 12 de junho de 2011 15:56 BRT
 

ROMA (Reuters) - A rainha do pop, Lady Gaga encerrou uma enorme turnê européia pelos direitos dos homossexuais em Roma, no sábado à noite, com um forte apelo para que os governos defendam os direitos dos homossexuais.

"Hoje e todos os dias, lutamos pela liberdade. Lutamos por justiça. Clamamos por compaixão e compreensão e, acima de tudo, queremos a igualdade plena agora", gritou ela para uma multidão de centenas de milhares de pessoas no Circus Maximus na capital italiana.

"Temos o mesmo DNA. Apenas 'nascemos assim'", disse ela, usando o título do seu mais recente álbum de sucesso.

Com o cabelo pintado de verde e uma roupa do falecido estilista Gianni Versace, ela disse que estava "zangada" e acusou diversos governos da Europa e do Oriente Médio que ela disse que discriminam os gays.

"Estou consciente que muitos países e governos do mundo todo continuam impedindo seus cidadãos de lerem sobre problemas dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) e é isso que mais importa na minha carreira. Quero que suas histórias sejam ouvidas no mundo todo", disse.

Ela mencionou a Rússia, a Polônia, a Lituânia, a Hungria e o Líbano.

"Estamos aqui para exigir o fim da intolerância", gritou, antes de cantar versões acústicas de algumas de suas canções.

Autoridades de Roma temiam que ela lançasse um ataque direto ao Papa Bento 16 e ao Vaticano por conta da posição da Igreja contra atos homossexuais, mas ela não os mencionou.

Ela simplesmente disse que respeitava a religião, mas que as religiões precisam reconhecer e aceitar a diversidade das pessoas.

Seu mais recente álbum "Born This Way", disparou para o topo das paradas da Grã-Bretanha no mês passado, depois de vender mais cópias do que o resto dos primeiros dez colocados nas paradas juntos.

 
A rainha do pop Lady Gaga encerrou turnê européia pelos direitos dos homossexuais em Roma com um forte apelo para que os governos defendam os direitos dos homossexuais. REUTERS/Stefano Rellandini