28 de Junho de 2011 / às 19:35 / em 6 anos

Tom Hanks trata da recessão econômica em "Larry Crowne"

Por Zorianna Kit

LOS ANGELES (Reuters) - Tom Hanks sempre gostou de encarar desafios. Afinal, ele ficou conhecido inicialmente representando uma mulher no seriado de TV “Bosom Buddies”.

Ele contracenou com uma bola de vôlei em “Náufrago” e representou um gay aidético em “Filadélfia” em uma época (1993) em que considerava-se que representar um gay fosse algo que acabaria com a carreira de um ator de Hollywood.

Por isso tudo, talvez não surpreenda que na sexta-feira Hanks vá estrear seu filme mais recente, “Larry Crowne”, sobre um homem que perde o emprego devido à recessão, no momento em que há tantas pessoas sem trabalho.

Para intensificar o risco, Hanks não apenas protagoniza o filme, como o dirigiu e co-escreveu o roteiro com Nia Vardalos, a roteirista de “Casamento Grego”.

Converter “Larry Crowne” em sucesso de bilheteria seria um desafio, para dizer o mínimo, especialmente no verão norte-americano, quando os cinemas estão repletos de filmes de grande orçamento e muitos efeitos especiais, como “Transformers - O Lado Oculto da Lua”.

Mas Hanks acha que o filme, co-estrelado por Julia Roberts, poderá encarar o desafio e que possui um segredo importante para fazer sucesso: não trata tanto de perdas quanto de esperança para o futuro.

Tom Hanks faz o papel-título: Larry Crowne, que é demitido da loja Wal-Mart onde trabalha há décadas. Divorciado, com prestações da casa própria a pagar e andando em um utilitário esportivo que “chupa” gasolina, ele se matricula na faculdade para reiniciar sua vida. Lá, tem aulas com uma professora (Julia Roberts) que tem seus próprios problemas.

Ele vende sua casa, passa a andar de lambreta para economizar e encontra trabalho em um restaurante modesto.

Mas, em lugar de ficar deprimido, “ele sente uma presença espantosa e nova e sua vida e passa a poder dizer honestamente ‘a melhor coisa que me aconteceu foi ter sido demitido’”, diz Hanks.

Contudo, para pessoas que enfrentam o desemprego na vida real, um filme como “Larry Crowne” pode não ser o tipo de escapismo que procuram, mesmo com seu tom leve e personagens representados pelo comediante Cedric the Entertainer e Wilmer Valderrama, ex-ator da sitcom “That 70s Show”.

No ano passado o roteirista e diretor John Wells (criador do enorme sucesso de TV “ER”) lançou um longa que escreveu e dirigiu, “The Company Men”, sobre como três homens lidam com o desemprego, como este afeta suas famílias e seu status na comunidade.

“Company Men” foi estrelado por Ben Affleck, Tommy Lee Jones e Kevin Costner e teve orçamento estimado em 15 milhões de dólares, bastante baixo. Mas arrecadou apenas 4,4 milhões de dólares nas bilheterias dos EUA. É verdade, contudo, que era um drama sombrio.

Nia Vardalos disse que, apesar do tema, “Larry Crowne” não é um filme “para baixo”.

E Tom Hanks observa que, com frequência, quando as pessoas mudam de situação na vida, essa transformação pode trazer uma renovação.

“Isso acontece de fato na vida real”, disse Hanks, “além de render uma trama glamurosa. Estamos apostando nisso”.

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