13 de Julho de 2011 / às 17:40 / 6 anos atrás

ENTREVISTA-Yates, diretor de "Harry Potter", mira filme "enxuto"

Diretor David Yates chega à estreia do filme "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", em Nova York.. 11/07/2011 REUTERS/Lucas Jackson

Por Paula Rogo

NOVA YORK (Reuters Life!) - O diretor britânico David Yates passou os últimos seis anos e meio de sua vida levando às telonas o mundo mágico de Harry Potter.

Yates, 47 anos, fez os últimos quatro filmes dos oito baseados nos livros best-sellers da autora J.K. Rowling.

Esta semana, enquanto a franquia chega ao fim com o lançamento de “Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2”, Yates conversou com a Reuters sobre o ponto final na experiência épica e quais seus planos para o futuro.

P: Por que você aceitou fazer estes filmes?

R: Foi uma oportunidade boa demais para ser recusada. Eu não tinha lido os livros quando me convidaram. Eu falei “meu Deus, preciso ler um dos livros”. Foi tão engraçado e encantador, então eu rapidamente li o segundo. Era difícil abandonar aquele mundo, e, depois que comecei, todo o mundo foi ótimo. Me convidaram a continuar dirigindo, e eu disse ‘sim’. Me convidaram para continuar novamente, aceitei mais uma vez, e depois disso eu não quis ser o sujeito que fez os dois filmes do meio.

P: Como o filho do meio?

R: Exatamente. Quando você é o filho do meio, ninguém o leva a sério. Então continuei.

P: Foi uma decisão consciente manter o ambiente desse último filme bastante maduro?

R: Uma maneira de fazer com que a série toda permaneça relevante é fazer com que ela amadureça juntamente com o público, e isso foi a coisa mais importante para mim. O público pode ter tido 6, 7 ou 8 anos quando começou; agora são pessoas de 16, 17 ou 19 anos. Elas não querem mais ser tratadas como crianças e assistir a coisas bonitinhas. Outra coisa é que as crianças pequenas adoraram levar um susto. Eu adorava um susto quando era pequeno.

P: Agora que você já tem esses blockbuster em seu currículo, qual será seu próximo passo?

R: Vou fazer um filme pequeno, enxuto, com um orçamento minúsculo. Ainda não sei o que vai ser. Com filmes grandes, você fica um pouco mimado, porque tudo está à mão. E isso não é saudável. A gente precisa se afastar disso e voltar a sentir um desafio.

P: Seu primeiro filme foi “When I was a Girl”. Como você cresceu desde então, como diretor?

R: Uau. Quase morri para fazer aquele filme. Tinha 16 minutos de duração e quase acabou comigo. Porque o primeiro filme é o filme mais difícil de fazer. É doloroso. Naquela época eu estava muito mais interessado nas lentes, nas câmeras e todos os equipamentos. A gente fica obcecado pelas coisas erradas. Eu mudei sobretudo porque hoje me preocupo com as coisas que realmente importam, ou seja, a história, a atuação, o roteiro e a encenação.

P: Que características você gostaria que as pessoas procurassem quando sabem que estão assistindo a um filme de David Yates?

R: Essa é uma pergunta que me fazem com frequência e é muito difícil de responder. Mas perguntei a (o produtor) David Heyman, “por que vocês me escolheram e por que me mantiveram por quatro filmes?”. E ele disse: “Seu trabalho possui humanidade. Você realmente ama os personagens, e há calor humano e empatia nos personagens. Gosto disso”. Honestamente, não faço ideia. Quando eu me aposentar, vou olhar para trás e saberei.

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