19 de Julho de 2011 / às 17:03 / 6 anos atrás

Sonho da Ferrari se realiza para estudantes sul-coreanos

Por Philip Pullella

MARANELLO, Itália (Reuters Life!) - Três estudantes de design da Coreia do Sul ganharam na terça-feira uma oportunidade do tipo que só acontece uma vez na vida de ajudar a desenhar a Ferrari de amanhã.

Os estudantes da Universidade Hongik, em Seul, ganharam o primeiro prêmio do Concurso Mundial de Design 2011 da Ferrari, aceitando o desafio lançado pela fabricante de carros de luxo de imaginar como poderia ser a Ferrari do futuro.

Os estudantes -- Kim Cheong Ju, Ahn Dre e Lee Sahngseok - ficaram em primeiro lugar com seu trabalho, “Eternity”. Um aluno do Instituto Europeu de Design, de Turim, e dois alunos do Royal College of Arts, de Londres, foram respectivamente os segundo e terceiro colocados.

Sete finalistas foram selecionados entre 400 trabalhos enviados por 50 universidades e escolas de design de elite de todo o mundo.

“Talvez eles possam trabalhar para nós algum dia”, disse Flavio Manzoni, diretor do Centro de Estilo da Ferrari, situada na fábrica legendária que, em seus 60 anos de história, já produziu os carros comerciais mais exclusivos do mundo, além de carros de corrida que ganharam 16 títulos de Construtores e 15 títulos de pilotos da Fórmula 1.

Manzoni disse que os designers da Ferrari vão levar em consideração as ideias dos estudantes sobre aerodinâmica, propulsão e estilo nos designs futuros da empresa para seus carros comerciais.

“Eternity”, que os estudantes sul-coreanos apresentaram em um modelo em escala menor, é um carro superfuturista, com dois assentos, feito de superfícies de camadas de carbono e repleto de tecnologias de nova geração.

Todos os conceitos de design focaram a redução do consumo de combustível através de sistemas alternativos de propulsão, especialmente com o uso de motores híbridos.

O presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, disse que a empresa quer incentivar a criatividade de jovens em todo o mundo e promover ideias inovadoras, não importa sua origem.

“Embora sejamos uma companhia italiana e a bandeira italiana esteja na capota e no porta-malas do carro, queremos conservar aberta nossa janela para o mundo”, disse ele.

Montezemolo ponderou que não foi surpresa o fato de os vencedores terem vindo da Ásia, um dos mercados mais rapidamente crescentes para os carros de elite, que podem custar até 400 mil dólares.

“Não é que o futuro esteja na Ásia - é que o futuro já está aqui e é a Ásia”, disse ele.

A Ferrari prevê que até o final deste ano a Grande China (formada por China continental, Taiwan e Hong Kong) se torne seu segundo maior mercado, perdendo apenas para os EUA e relegando a Alemanha para o terceiro lugar.

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