Juiz descarta isolar jurados no caso Michael Jackson

quarta-feira, 20 de julho de 2011 19:29 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - Advogados do médico de Michael Jackson pediram na quarta-feira a um juiz que considere a hipótese de submeter a isolamento os jurados que irão avaliar as acusações de homicídio culposo na morte do cantor.

Mas o juiz responsável pelo julgamento, que deve durar pelo dois meses, afirmou que não acha isso necessário, e disse que o Judiciário de Los Angeles provavelmente não teria como arcar com tais custos.

O julgamento do médico Conrad Murray, acusado de administrar a dose letal de analgésicos que matou Jackson em 2009, deve começar em 8 de setembro. Advogados dele disseram que a intensa cobertura do caso na imprensa poderia influenciar os jurados.

Recentemente, um caso de grande repercussão na Flórida terminou com a absolvição de Casey Anthony, que era acusada de assassinar sua filha de dois anos.

Em geral, os jurados são orientados a não assistirem ao noticiário relacionado aos processos que estão avaliando. Mas nem mesmo em Los Angeles, uma cidade saturada pela mídia, é comum que eles sejam colocados em isolamento.

O juiz Michael Pastor também disse na quarta-feira que vai rever as 12 a 16 horas de imagens brutas dos últimos ensaios de Jackson, para decidir se elas devem ser exibidas aos jurados.

Os promotores querem incluir esse material no processo porque ele supostamente mostra que o cantor estava bem disposto antes de morrer, e ansioso por iniciar uma série de shows que deveria fazer em Londres. Parte das imagens foi usada no documentário póstumo "This Is It".

Murray declarou-se inocente da acusação de homicídio culposo. Ele pode ser condenado a quatro anos de prisão.

(Reportagem de Alex Dobuzinskis)