Vendas de arte da Christie's estão em alta, mas estudo vê riscos

quinta-feira, 21 de julho de 2011 14:02 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters Life!) - A Christie's vendeu 2 bilhões de libras (3,2 bilhões de dólares) em obras de arte no primeiro semestre deste ano -- 15 por cento a mais do que no mesmo período de 2010 -- e um executivo da casa de leilões disse nesta quinta-feira que os resultados de 2011 devem levar à quebra do recorde do ano passado.

A principal empresa do mundo no ramo da arte, de propriedade do bilionário francês François Pinault, informou ter vendido 3,3 bilhões de libras em 2010, um salto de 53 por cento em relação a 2009, quando a crise financeira mundial levou os compradores ricos a reduzirem as aquisições.

"Há uma boa chance de se bater o recorde este ano", afirmou o presidente da Christie's na Europa, Jussi Pylkkanen.

"Todos os indicadores do mercado da arte nos mostram que há apetite para vender e comprar na Christie's. Isso deve dar-nos uma chance muito, muito boa (de quebrar o recorde)", disse ele em entrevista à Reuters. Pylkkanen não quis dar dados mais precisos dos negócios.

No entanto, um destacado analista de arte alertou que a crescente incerteza na economia, especialmente em relação à crise do endividamento europeu, pode brecar um mercado que se aproxima de valores recorde em vários segmentos.

A ArtTactic publicou nesta quinta-feira um estudo sobre arte contemporânea na Europa e Estados Unidos mostrando que, apesar da elevação da confiança em 8,3 por cento na primeira metade de 2011, seu barômetro de risco cresceu 12,6 por cento.

"Há fortes semelhanças entre a situação de hoje e a que o mercado da arte enfrentou em 2007 e 2008", diz o relatório, relembrando a forte divergência na época entre seus indicadores do mercado de arte e a economia.

O mercado de arte sentiu um golpe significativo com a crise bancária, embora com atraso, mas depois se recuperou com firmeza.   Continuação...