25 de Julho de 2011 / às 20:18 / 6 anos atrás

Katy Perry diz que "boas companhias" ajudam a lidar com fama

Katy Perry posa para retrato em Nova York, em 24 de julho de 2011. Katy disse não se sentir tentada pelo estilo de vida hedonista que contribuiu para a morte de artistas como Amy Winehouse. 24/07/2011Lucas Jackson

Por Tara Cleary e Christine Kearney

NOVA YORK (Reuters) - Katy Perry acredita que "estar cercada por boas pessoas" a ajuda a lidar com as pressões decorrentes de ser uma das maiores pop stars do mundo, o que, no momento, inclui uma turnê mundial e a participação no seu primeiro filme.

Enquanto o mundo da música lamenta a morte da cantora britânica Amy Winehouse, Perry disse à Reuters que não se sente tentada pelo estilo de vida hedonista que contribuiu com a desgraça de Winehouse e de tantos artistas antes dela.

Ela disse que fica longe das festas e dos vícios graças à ajuda de pessoas honestas e atenciosas que a cercam, como seu marido, o comediante britânico Russell Brand, ele próprio um ex-drogado.

"Gosto de manter boas pessoas ao meu redor, gente que nem sempre diz 'sim', gente com as quais às vezes é difícil conviver, por não dizerem sempre 'sim'", disse ela à Reuters.

"Meu marido é definitivamente uma dessas (pessoas), ele me mantém responsável e, sabe, não é um fã, embora seja um fã ..., ele me apoia e me ama, mas não vem com papo furado para cima de mim, o que é realmente importante."

A californiana de 26 anos, cujos hits incluem "Teenage Dream" e "Firework", postou no sábado pelo Twitter uma nota de pesar pela morte de Winehouse, que era um ano mais velha. "Descanse em paz, Amy Winehouse. Que ela finalmente encontre a paz", escreveu.

Brand disse em seu site que Winehouse, sua amiga, era um "gênio", e lembrou o fato de que ambos passaram pela "doença do vício."

Perry disse à Reuters que tenta se manter centrada num novo momento da sua carreira, em que a cantora empresta sua voz à personagem Smurfette no longa de animação "Os Smurfs."

"No começo era um tal de 'Ah, vamos comemorar', sempre champanhe e festas, e isso era algo que estava tirando de mim a energia de que eu precisava dar à minha carreira neste momento", disse.

Sobre a voz petulante que deu à Smurfette na animação em 3D, ela disse que sua grande motivação foi o fato de ter sido proibida na infância de assistir a desenhos animados, inclusive "Os Smurfs", por seus pais, evangélicos.

"Talvez meu lado rebelde seja: 'Ah, você não podia ver 'Smurfs' quando era criança, agora terá a oportunidade de ser uma Smurf no filme, vai lá'. E foi o que eu fiz."

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