EUA negam ter cedido segredos a filme sobre morte de Bin Laden

quarta-feira, 10 de agosto de 2011 21:03 BRT
 

Por David Alexander

WASHINGTON (Reuters) - Os cineastas que produzem um filme sobre a ação militar norte-americana que resultou na morte de Osama bin Laden estão recebendo ajuda do Pentágono, mas não tiveram acesso a nenhuma informação sigilosa, disse o governo dos EUA na quarta-feira.

O filme, abordando um dos maiores feitos no mandato do presidente Barack Obama, deve ser lançado em outubro de 2012, menos de um mês antes de Obama disputar a reeleição.

O deputado republicano Peter King, presidente da Comissão de Segurança Doméstica da Câmara, pediu na terça-feira uma investigação sobre os contatos mantidos entre o governo e os produtores do filme, especialmente envolvendo informações que possam comprometer os métodos operacionais das forças de operações especiais.

"As alegações são ridículas", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, a jornalistas. "Não discutimos informações sigilosas. E eu esperaria que, ao enfrentarmos a continuada ameaça do terrorismo, o Comitê de Segurança Doméstica da Câmara tivesse tópicos mais importantes para discutir do que um filme."

O coronel David Lapan, porta-voz do Pentágono, disse que o Departamento de Defesa está cooperando com a cineasta Kathryn Bigelow e com o roteirista Mark Boal no desenvolvimento do filme sobre a ação que matou Bin Laden, em maio, no Paquistão.

A dupla, responsável pelo premiado filme "Guerra ao Terror", que trata da guerra do Iraque, já preparava um filme sobre Bin Laden antes da morte dele.

O Pentágono tem dois funcionários encarregados de assessorar produtores de cinema, TV, videogames e outros meios de comunicação de massa. "Somos contatados principalmente por cineastas que buscam acesso aos nossos equipamentos, nosso pessoal e nossas instalações. A assessoria técnica é uma espécie de subproduto dessa relação", disse Phil Strub, chefe dessa pequena equipe.

Comentando um artigo do jornal The New York Times que apontava o filme como uma peça auxiliar na campanha eleitoral de Obama, King disse que era preciso investigar a suspeita de que Bigelow teve "acesso de alto nível à missão mais sigilosa da história".   Continuação...