ESTREIA-ET perdido e paixão pelo cinema se misturam em "Super 8"

quinta-feira, 11 de agosto de 2011 11:08 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A nostalgia percorre cada fotograma de "Super 8", a nova aventura saída da imaginação do diretor e roteirista J.J. Abrams - o celebrado criador da série "Lost".

Ambientada em 1979, numa época em que não existiam ainda os telefones celulares, a história evoca, desde o título, também o passado do próprio cinema, emprestando o nome das câmeras que antigamente eram quase tão populares quanto as agora onipresentes digitais.

Filme de época, ficção científica, suspense com ecos de drama familiar e romance adolescente, alguns momentos de filme de terror - parece muita coisa, e é, para definir o cruzamento de gêneros que aqui se propõe.

Isto sem contar o largo passeio pelas referências cinematográficas de J. J. Abrams - que vão de "O Dia em que a Terra Parou" (1951) aos filmes do aqui produtor Steven Spielberg - como "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" (1977) e "E.T. - O Extraterrestre" (1982) - , fazendo uma rápida escala em "Conta Comigo" (1986). Mas, na mistura, é que o diretor mostra a que veio.

Charles (Riley Griffiths) é um pré-adolescente gordinho e cheio de energia que sonha em ser cineasta - e tem até uma certa semelhança física com Orson Welles. No momento, ele está empenhado em fazer um filme sobre zumbis para colocar num festival. Todo o esquema de produção é caseiro.

Ele conta com amigos do peito como Cary (Ryan Lee), Preston (Zach Mills) e Joe (Joel Courtney) para atuar e trabalhar na equipe técnica. Só falta convencer a loirinha mais bonita da escola, Alice (Elle Fanning, de "Um Lugar Qualquer"), para ser a estrela.

Contando com a jovem atriz, a turma põe-se a filmar uma sequência noturna às escondidas, na estação de trem. Tudo corre bem até que presenciam um estranho acidente: uma caminhonete vem em alta velocidade sobre os trilhos, procurando chocar-se contra o trem que está chegando.

A ideia dos meninos era só aproveitar a parada do trem como pano de fundo para uma cena romântica. O acidente, espetacular, põe todos eles para correr. A câmera fica no chão, filmando um material que logo mais se tornará objeto de uma intensa disputa.

Quem lançou a caminhonete contra o trem é um professor dos garotos, o dr. Woodward (Glynn Turman), que lhes conta uma estranha história sobre um extraterrestre. Pouco depois, a cidadezinha assiste à chegada de vários pelotões de tropas, que tomam conta do trem acidentado e de toda a situação.   Continuação...