17 de Agosto de 2011 / às 15:07 / 6 anos atrás

Colin Farrell equilibra terror e comédia em "A Hora do Espanto"

Colin Farrell participa de coletiva de imprensa no Festival de Cinema de Toronto, em 2009. Em seu novo filme, "A Hora do Espanto", uma refilmagem em 3D da comédia cult de 1985, Farrell aparece como Jerry, um vampiro sinistro que se muda para a casa ao lado da de um estudante colegial ingênuo interpretado por Anton Yelchin, que mora com a mãe, interpretada por Toni Collette. 15/09/2009Mario Anzuoni

Por Iain Blair

LOS ANGELES (Reuters) - Durante anos a reputação de baladeiro de Colin Farrell o precedeu, mas agora ele parece ter canalizado seus impulsos selvagens para performances inspiradas em filmes como "Como Matar seu Chefe", "Na Mira do Chefe" e "Caminho da Liberdade."

Em seu novo filme, "A Hora do Espanto", uma refilmagem em 3D da comédia cult de 1985, Farrell aparece como Jerry, um vampiro sinistro que se muda para a casa ao lado da de um estudante colegial ingênuo interpretado por Anton Yelchin, que mora com a mãe, interpretada por Toni Collette.

O ator nascido em Dublin falou com a Reuters sobre como foi fazer o filme no papel de um vampiro, e porque a plateia adora ficar com medo.

P: Você acaba de interpretar um chefe horrível e agora um vampiro. É divertido para um ator fazer papéis tão variados e tão próximos um do outro?

R: Sim, mas é um caminho bem menor entre os dois papeis do que você poderia imaginar - dois personagens engraçados. Eu senti que eu tive quatro ou cinco anos em que fiz peças mais dramáticas e desempenhei personagens que não estavam realmente se divertindo em suas vidas por vários motivos, e eu queria fazer algo mais leve. Então esses dois filmes apareceram e foram dias felizes - hora de sair e brincar.

P: Mas eles não tiveram que o convencer a fazer esse filme?

R: Eu fiquei em dúvida no início. Eu adorei o filme original e você pensa em você mesmo como alguém capaz de misturar as coisas e ser um pouco original - e essa é uma refilmagem de um filme de vampiros em 3D. É meio que três vezes mais não original.

Mas eu senti que estava em boas mãos com (o diretor) Craig Gillespie, que fez "Lars and the Real Girl". Eu sou um grande fã do filme e simplesmente adorei o roteiro. Eu não queria gostar, mas foi uma leitura divertida. E interpretar o vilão foi ótimo, embora ache que meu personagem está mais na fronteira do que estava no filme original, e há mais foco na jornada de Anton da juventude para a vida adulta.

P: E com relação aos dentes de vampiro?

R: Fácil! Eles tiram o molde, então o enchem e você nem percebe que está usando dentes de vampiro. E é bem divertido. Você os coloca e, instantaneamente, por causa de todos os filmes que você viu quando criança, começa a atuar de certa maneira.

P: Sexy, os vampiros são sempre sexy.

R: Sempre, e é aí que está o apelo. Seres humanos estão sempre tentando dobrar e manipular o tempo para que ele esteja a seu favor e tentando derrotar a devastação da idade. E os vampiros são eternamente jovens, embora seja realmente chato se transformar em um vampiro com 97 anos ou com seis anos de idade. E aí como eles atacam e se alimentam de suas presas também parece muito sensual e erótico - mordendo o pescoço delas. Você não precisa ser um vampiro para participar dessa atividade, mas eles a levam ao extremo. Sangue é o líquido da vida.

P: Foi complicado achar o tom certo e o equilíbrio entre o terror e a comédia?

R: Isso é que o sempre vai dizer se esse filme falhou ou foi um sucesso, encontrar o tom certo. É por isso que ter Craig na direção foi perfeito porque ele encontrou um tom tão bonito e harmonioso entre o absurdo em "Lars" e a delicadeza emocional. Mesmo que esse seja um gênero totalmente diferente, com estrutura diferente, eu sabia que ele poderia aplicar a mesma capacidade e nível de sutileza.

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