Mulher de parlamentar britânico participa de Big Brother

sexta-feira, 19 de agosto de 2011 15:50 BRT
 

Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) - Sete de seus antecessores foram decapitados séculos atrás, mas o presidente do Parlamento britânico enfrenta agora uma forma muito moderna de tortura - sua mulher tornou-se uma das participantes do programa de reality show "Big Brother".

John Bercow, que mantém a linha dos parlamentares com gritos de "Ordem, ordem", não gostou da ideia, mas sua mulher, Sally, ignorou seus pedidos e juntou-se ao elenco de subcelebridades na casa do "Big Brother" britânico.

"Ele não está exatamente satisfeito", disse Sally Bercow sobre a opinião do marido ao se mudar para a casa na noite de quinta. John Bercow permanece em viagem no exterior.

Bercow fez vários inimigos dentro das fileiras do próprio partido, o Conservador, pelos comentários ácidos para mantê-los em ordem. Seus detratores dizem que a participação de sua mulher no programa de TV do Canal 5 prejudica seu gabinete.

"John Bercow disse querer restaurar o respeito e a dignidade do Parlamento no manifesto para a presidência da casa. Não tenho certeza como a ida de Sally Bercow a um dos programas de mais mau gosto do país ajuda isso", afirmou Rob Wilson, membro do Partido Conservador e crítico de Bercow.

O presidente do Parlamento foi colocado numa situação desconfortável este ano depois que Sally posou apenas com um lenÑol para uma revista a qual disse como a ascensão do marido ao cargo apimentou a vida sexual do casal.

Os membros do Parlamento elegeram Bercow para a Câmara dos Comuns há dois anos, quando a reputação do Parlamento estava em baixa pela divulgação de despesas suspeitas dos parlamentares.

Seu antecessor, Michael Martin, do Partido Trabalhista, foi o primeiro líder a ser deposto em mais de 300 anos, punido pelo que foi considerada uma reação tardia ao escândalo das despesas.

Renovada com a eleição de novos parlamentares do ano passado, a autoridade do Parlamento foi restabelecida após essa questão. O exemplo mais contundente disso ocorreu no mês passado, quando o Parlamento determinou que a News Corp abandonasse sua oferta de 12 bilhões de libras pela BSkyB por causa do escândalo dos grampos telefônicos.