24 de Agosto de 2011 / às 13:12 / 6 anos atrás

ENTREVISTA-Katie Holmes diz não ser fã de terror violento

Katie Holmes na estreia de "Criaturas da Noite" no Festival de Cinema de Los Angeles, na Califórnia, em junho. 26/06/2011Gus Ruelas

Por Iain Blair

LOS ANGELES (Reuters) - Depois de "Hellboy" e "Blade, o Caçador de Vampiros", chega aos cinemas nesta semana uma nova parceria da atriz norte-americana Katie Holmes com o cineasta mexicano Guillermo del Toro.

"Criaturas da Noite" conta também com as participações de Guy Pearce e Bailee Madison, além de um exército de criaturinhas malvadas que invadem uma casa velha e aterrorizam seus ocupantes.

Holmes e Del Toro recentemente conversaram com a Reuters.

Pergunta: Katie, você é fã de terror?

Holmes: Sim, gosto de filmes de terror clássicos. Mas não sou uma grande fã desse tipo de filme de terror mais violento e sangrento.

Pergunta: Então suponho que, se este fosse mais cheio de violência, você ficaria um pouco menos interessada.

Holmes: Correto, e não acho que o nome de Guillermo estaria lá.

Del Toro: Não. Nos filmes que eu tentei produzir, escrever e dirigir, me orgulho muito de dizer que nunca criei uma vítima feminina, uma rainha do grito ou um papel desse tipo. Sempre tento criar personagens femininos muito fortes, em muitos casos mais fortes que os caras. Certamente em "Criaturas da Noite".

Pergunta: Qual é o segredo de um filme de terror realmente eficaz?

Del Toro: Acho que os personagens, bons personagens. Os sustos evidentemente são necessários, mas (o importante) são os personagens humanos.

Holmes: Concordo. É preciso se identificar com as pessoas e se identificar com o mundo... E aí, de repente, como espectador, você é aquela gente passando por isso -- e o que eu faria?

Pergunta: Então, o que lhe dá medo?

Holmes: Gente que gosta de abalar sua confiança, porque há muito mais coisas que (essas pessoas) estão fazendo. Se fazem isso na sua cara, eles estão fazendo mais. Então isso me assusta mais do que, digamos, monstros.

Del Toro (risos): Políticos -- muito. Eles são perturbados demais, especialmente hoje em dia. E a pequeneza humana. Ah, meu Deus, isso é assustador. É horrorizante. Já vi um óvni, e ouvi fantasmas duas vezes -- uma vez na Nova Zelândia e outra no México --, mas essas não são as coisas mais assustadoras. As coisas assustadoras são as coisas reais, do cotidiano.

Pergunta: No filme, você precisa proteger sua filha. Ter uma filha na vida real (com Tom Cruise) afeta sua abordagem para um papel como esse?

Holmes: Acho que, sendo mãe, quando li o personagem e vi a jornada que ela empreende e como a vemos se sacrificar pela filha -- acho que não entendi isso até virar mãe. O quanto você ama aquela pessoa. Você faz qualquer coisa por essa pessoa, e tem uma força que não sabia que tinha, e é isso que eu gosto no meu personagem.

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