5 de Setembro de 2011 / às 14:51 / em 6 anos

Romance clássico de Le Carré é adaptado para o cinema

Por Mike Collett-White

VENEZA, Itália (Reuters) - O clássico de espionagem “O Espião que Sabia Demais”, escrito por John Le Carré em 1974, finalmente foi adaptado para a tela grande, com Gary Oldman no papel de George Smiley, que é encarregado de descobrir a “toupeira” (agente infiltrado) na inteligência britânica.

Assumir esse papel vem com bagagem extra para qualquer ator britânico por causa da interpretação de Alec Guinness do mesmo personagem em uma aclamada série de televisão nos anos 1970.

Le Carré, que aparece brevemente na tela, aconselhou os produtores do filme a escolherem o diretor sueco Tomas Alfredson para adaptar a complicada história de traição para o cinema depois de ver seu filme sobre vampiros “Let the Right One In”.

Ele disse que Alfredson conseguiu capturar a essência da sua história em pouco mais de duas horas de duração.

Oldman brilha como o taciturno Smiley, que é afastado da inteligência britânica depois que seu chefe ordena uma operação para recrutar um general húngaro, que acaba muito mal. Mas ele logo volta ao mundo de espiões, agentes duplos, falsidades e perigos quando descobre que os soviéticos infiltraram agentes no serviço de inteligência britânico.

Alfredson tenta recriar Londres e o leste europeu dos anos 1970 e explora os artifícios entre as nações e as traições em nível pessoal, mais dolorosas. O elenco inclui John Hurt como o chefe de Smiley, Control, e Colin Firth, Ciaram Hinds, Toby Jones e David Dencik como os quatro espiões que podem estar por trás da traição.

Oldman disse que tentou bloquear a pressão imposta sobre ele pelo desempenho de Guinness na adaptação original.

“Eu tentei não pensar nisso”, disse para a Reuters em Veneza, onde o filme é um dos 22 até agora confirmados para disputar o Leão de Ouro.

Questionado sobre o que achava de um filme melancólico que às vezes se arrasta e exige muita atenção da plateia com suas viradas na história, ele respondeu:

“É um filme adulto e você precisa se sentar e precisa ouvir. Eu vou para o cinema e a plateia é muito diferente agora. Gente muito barulhenta. Estão sempre checando seus telefones. Meu filho mais novo, que tem 12 anos, pode assistir a um filme em um iPhone, isso não é estranho para ele. Eu fico assustado.”

Reportagem de Mike Collett-White

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