México é o país mais tolerante a escândalos sexuais--pesquisa

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 16:13 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - Quando o político Dominique Strauss-Kahn chegou à França na semana passada, liberado de um escândalo sexual em Nova York, ele voltou sorridente para casa apesar de enfrentar uma recepção gelada. Talvez ele devesse ter ido para o México.

Prestem atenção Anthony Weiner, Tiger Woods, Brett Favre e outras celebridades pegas em indiscrições sexuais tornadas públicas.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quinta-feira mostra que 57 por cento dos mexicanos teriam uma grande ou pelo menos alguma probabilidade de tolerar indiscrições sexuais de astros e políticos.

Eles foram seguidos pelos belgas, com 55 por cento. Nos EUA, o fator de tolerância foi de 48 por cento. A França, na verdade, estava embaixo da lista, com apenas 33 por cento, e o Japão foi o país que se mostrou menos disposto a perdoar, com somente 28 por cento.

No total, 44 por cento de cerca de 18.700 pesquisados em mais de 20 países, incluindo o Brasil, disseram que provavelmente tolerariam um escândalo.

A pesquisa Reuters/Ipsos também perguntou se o comportamento exibido nos escândalos sexuais refletia a personalidade verdadeira das pessoas ou se a fama e o poder as levam a pensar que podem sair impunes.

Na França, cerca de 80 por cento das pessoas que responderam disseram que a fama é a causa de origem. No México, as pessoas se dividiram: 49 por cento opinaram pelo poder e 51 por cento pela personalidade.

Em todo o mundo, a decisão ficou dividida, com 46 por cento dizendo que o poder era a causa principal e 54 por cento citando características pessoais. Nos EUA, a porcentagem foi de 43 por cento para o poder e 57 por cento para a personalidade.

"Há uma questão de dr. Jekyll e mr. Hyde aqui e, em alguns lugares, o comportamento é mais aceitável", disse John Wright, diretor executivo da Ipsos.

A pesquisa pode ser encontrada, em inglês, no site www.ipsos.com.

(Por Bob Tourtellotte)