Recorde de 27,7 milhões assistem a "enterro" de Charlie Sheen

terça-feira, 20 de setembro de 2011 15:09 BRT
 

LOS ANGELES (Reuters) - Um público recorde de 27,7 milhões de telespectadores viu o seriado "Two and a Half Men" enterrar Charlie Sheen e introduzir o novo astro Ashton Kutcher, um recorde de audiência em todos os tempos para a lucrativa comédia da CBS.

Depois de meses nas manchetes após a saída amarga de Sheen da série de maior audiência na televisão dos EUA, os norte-americanos sintonizaram na segunda-feira em número recorde para assistir ao funeral de Charlie Harper, o personagem mulherengo interpretado por Sheen, de acordo com números do rastreador de audiência Nielsen.

A cifra foi mais que o dobro do público para a abertura da temporada 2010 e mais do que para qualquer episódio da série nas primeiras oito temporadas com Sheen no papel principal.

A estreia na segunda-feira da nova temporada de "Two and a Half Men" esmagou a abertura de "Dancing With the Stars", na emissora rival ABC, apesar de um elenco de celebridades que inclui o primeiro transexual a participar da competição de dança, Chaz Bono, e a analista jurídica da TV Nancy Grace fazendo o cha-cha-cha.

Os primeiros números da Nielsen mostraram que 18,4 milhões de pessoas assistiram à estreia da temporada de "Dancing with the Stars" - uma queda de 24 por cento em relação ao show de abertura do ano passado.

As críticas para a estréia de Kutcher em "Two and a Half Men", interpretando um bilionário da Internet com o coração partido e um pendor para andar nu, foram gentis e sugeriram que a série -- uma fábrica de dinheiro para a CBS e a Warner Bros -- está longe de ter morrido.

"O desempenho de Kutcher foi bom, quase tão sarcástico quanto Sheen era... Kutcher provavelmente vai se mostrar ser tão talentoso quanto (Sheen)", escreveu Ken Tucker, do Entertainment Weekly.

Matt Roush, do TV Guide, disse que, a julgar pelas primeiras impressões, o renovado "Two and a Half Men" "vai sobreviver muito bem, pelo menos, um pouco mais".

O Los Angeles Times chamou a estreia "de um começo promissor", acrescentando que "Kutcher traz uma suavidade a uma série que pode ser frágil e amarga, misantropa e misógina, e temperamentalmente de meia-idade".   Continuação...