Amanda Knox chora, alega inocência e pede liberdade

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 08:57 BRT
 

Por Deepa Babington

PERUGIA, Itália (Reuters) - A estudante norte-americana Amanda Knox fez um apelo chorando nesta segunda-feira para que seja inocentada do assassinato da colega de quarto britânica durante um jogo erótico brutal, afirmando que ela estava pagando com sua vida por um crime que não cometeu.

"Eu sou a mesma pessoa que era quatro anos atrás", disse Knox, visivelmente tremendo e lutando para conter as lágrimas.

"Eu perdi uma amiga, da forma mais brutal e inexplicável possível. Minha fé absoluta nas autoridades policiais foi traída, tive que enfrentar acusações totalmente injustas... e sem fundamentos. Estou pagando com minha vida por coisas que não cometi."

A estudante nascida em Seattle e o namorado italiano dela na época, Raffaele Sollecito, lutam contra o veredicto de 2009 que os declarou culpados do esfaqueamento até à morte da estudante de intercâmbio da Universidade Leeds Meredith Kercher, durante um ataque sexual brutal e estimulado pelo uso de drogas.

O painel de dois profissionais e seis juízes-assistentes se retirou para considerar o veredicto imediatamente após o apelo final de Knox. A decisão é esperada para mais tarde nesta segunda-feira.

São grandes as expectativas nos Estados Unidos de que a estudante de 24 anos sairá livre da prisão de Perugia, onde ela já passou quase quatro anos, depois que uma revisão forense colocou profundas dúvidas na evidência de DNA usada para condenar Knox e Sollecito.

O italiano, de 27 anos, em seu próprio apelo final, afirmou em voz hesitante: "Eu sou um Sr. Ninguém, mas agora eles querem que o Sr. Ninguém passe o resto da vida na cadeia."

O julgamento da apelação chamou atenção dos dois lados do Atlântico, quatro anos após o corpo de Kercher, de 21 anos, ter sido encontrado em uma piscina de sangue na cidade universitária. O corpo foi encontrado com mais de 40 ferimentos e com a garganta cortada.   Continuação...