7 de Outubro de 2011 / às 22:53 / 6 anos atrás

Ator de "Simpsons" oferece corte salarial para manter série

LOS ANGELES (Reuters) - Um dos atores da animação cômica “Os Simpsons” disse nesta sexta-feira que se dispôs a ter um corte de 70 por cento em seu salário a fim de salvar a longa série da TV Fox depois que produtores ameaçaram tirá-la do ar.

Mas Harry Shearer, que dubla o empresário Mr. Burns e o vizinho que teme a Deus Ned Flanders, disse que ele e outros dubladores queriam uma parte dos lucros da série em troca do corte robusto no salário.

Shearer falou publicamente após a Fox Television alegar no início desta semana que já não podia se dar ao luxo de continuar a produzir “Os Simpsons” nas condições atuais, a menos que todo o elenco e a equipe aceitem um corte de 45 por cento nos seus salários de 8 milhões de dólares anuais.

A história satírica de Homer Simpson e sua família da classe trabalhadora tem sido um marco da cultura pop desde 1990. Agora em sua 23a temporada, é o seriado cômico que há mais tempo está no ar na TV dos EUA.

Shearer disse que os executivos da Fox recusaram sua proposta de participação nos lucros.

“Não havia, segundo as pessoas da Fox, simplesmente quaisquer circunstâncias em que a rede consideraria permitir que eu ou qualquer um dos atores participassem do êxito do programa.”

“Acho difícil acreditar que esta é a palavra final da Fox sobre o assunto. Pelo menos eu espero que não, porque a alternativa é cancelar o programa ou me demitir por ter a ousadia de tentar salvar a série, ajudando a Fox com o seu novo modelo de negócios”, disse Shearer.

O site The Wrap relatou no início desta semana que mesmo que a Fox corte o orçamento, ela estava interessada apenas em produzir mais uma temporada de “Os Simpsons”.

O The Wrap afirmou que um novo prazo, até essa sexta-feira, foi estabelecido para se chegar a um acordo. A Fox não pôde ser contatada para comentar o assunto nesta sexta-feira.

“Os Simpsons” ajudou a estabelecer a rede Fox como um importante player na indústria de TV no início dos anos 1990. O seriado também é visto em cerca de 90 países, mas a audiência nos Estados Unidos caiu de forma constante nos últimos anos. É visto hoje por cerca de 7,1 milhões de norte-americanos, abaixo da média de 12,4 milhões há 10 anos, segundo dados.

Reportagem de Jill Serjeant

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