Mundo das artes teme retração de vendas em feira de Londres

segunda-feira, 10 de outubro de 2011 12:52 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - Será que compradores chineses virão salvar a situação? Os super-ricos vão decidir que pinturas e esculturas são investimentos melhores que dívidas de alto risco ou ações voláteis?

São essas as grandes dúvidas que acometem o mundo da arte no momento em que centenas de galerias e colecionadores se reúnem em Londres para o frenesi anual de arte do pós-guerra e contemporânea centrado na Feira de Arte Frieze, em Regent's Park, que terá lugar entre 13 e 16 de outubro.

O evento anual promovido em uma tenda gigantesca é uma data chave para qualquer interessado em adquirir obras importantes de pintores modernos e vivos.

A feira deu lugar a um carrossel de leilões, feiras rivais como o Pavilhão de Arte & Design (PAD), grandes exposições, inaugurações de galerias, incluindo um novo espaço White Cube e, é claro, intermináveis festas regadas a champanhe.

Mas, após dois anos de forte aumento dos preços, especialmente dos artistas mais valorizados, a turbulência financeira mundial mais uma vez ameaça trazer o frio da incerteza para a semana, como aconteceu na esteira da queda do Lehman Brothers, em 2008.

Matthew Slotover, fundador do Frieze e visto como uma das figuras mais poderosas do mundo das artes, reconhece que preocupações com o crescimento econômico lento e a crise da dívida na Europa podem pesar sobre a feira.

Mas ele, assim como muitos outros, argumenta que os investidores podem preferir investir seu dinheiro em uma pintura em vez de um ativo de papel.

"Uma obra de arte é algo real e palpável", ele disse à Reuters em entrevista recente, dizendo que, pessoalmente, não enxergaria a arte como apenas um investimento financeiro.   Continuação...