Julgamento do médico de Jackson foca uso de Demerol pelo cantor

quinta-feira, 13 de outubro de 2011 17:15 BRT
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Um especialista em soníferos depôs nesta quinta-feira, dizendo que a dependência de Michael Jackson do analgésico Demerol poderia tê-lo levado a sofrer de insônia, mas disse que, mesmo assim, o médico do cantor errou ao lhe dar propofol para dormir.

O doutor Conrad Murray está sendo acusado de homicídio involuntário devido à morte do cantor de "Thriller", em 2009, de uma overdose de sedativos e do anestésico propofol.

Os promotores dizem que Murray foi negligente no atendimento que deu a Jackson, mas os advogados de defesa do médico esperam transferir parte da culpa a outro médico que deu Demerol a Jackson. Para eles, foi o Demerol que acabou provocando a insônia que Murray tratava.

Murray disse à polícia que deu propofol a Jackson para ajudá-lo a dormir na noite em que o cantor morreu em sua mansão em Los Angeles. Seus advogados dizem que Jackson se deu sozinho uma dose extra e fatal da droga, que ele chamava de seu "leite."

Inquirido pelo advogado de defesa J. Michael Flanagan, o especialista em medicina do sono Dr. Nader Kamangar disse que a revisão que fez dos dados médicos de Michael Jackson mostra que o cantor recebeu Demerol do dermatologista doutor Arnold Klein, de Beverly Hills.

"Geralmente evito usar Demerol" com pacientes, disse Kamangar no banco das testemunhas. "O medicamento pode ativar uma pessoa, torná-la mais hiper ou excitada, gerar mais estímulo."

Flanagan perguntou: "Isso pode provocar insônia?"

"Com certeza", disse Kamangar.   Continuação...