18 de Outubro de 2011 / às 14:03 / 6 anos atrás

Esqueça "Frasier": Kelsey Grammer agora é o soturno "Boss"

Kelsey Grammer durante sessão sobre a série de TV "Boss", em uma turnê da associação de críticos da televisão americana, em Beverly Hills, na Califórnia. 29/06/2011 REUTERS/Mario Anzuoni

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Kelsey Grammer não quer desencorajar o público de assistir a seu novo e sombrio drama televisivo “Boss” fazendo comparações com Shakespeare. Mas não consegue se conter.

O implacável e ambicioso prefeito de Chicago, Tom Kane, que Grammer representa no novo seriado, é uma mudança grande em relação ao jocoso “Frasier” que lhe garantiu 20 anos de sucesso na TV.

Ele diz que “Boss” é uma história de traições, intrigas, violência e de um homem que corre o risco de perder seu reino.

“É o tipo de coisa classicamente shakespeareana”, disse, observando que seu início como ator foi no teatro, atuando em tragédias - muitas delas de Shakespeare.

“Este personagem é complexo, interessante, divertido de representar e sombrio. Logo, estou muito feliz”, disse.

Grammer, de 56 anos, ainda é conhecido pelo papel do arrogante psiquiatra Dr. Frasier Crane nas comédias de sucesso “Cheers” e “Frasier”, que lhe valeram quatro prêmios Emmy.

Mas essa imagem será apagada nos momentos iniciais de “Boss”, numa tomada longa em que o personagem de Grammer ouve em silêncio um médico lhe informar que ele tem uma desordem cerebral degenerativa.

“Quando as pessoas assistirem à tomada inicial, vão se esquecer do passado. A atuação de Kelsey neste seriado é mesmerizante. É inovadora e profundamente convincente”, disse Farhad Safinia, criador de “Boss”.

SEGREDOS E MENTIRAS

Os chefes da rede Starz também estão impressionados. Já encomendaram uma segunda temporada, antes mesmo de a série ir ao ar em 21 de outubro. O episódio de estreia é dirigido pelo cineasta Gus Van Sant.

Tom Kane (Kelsey Grammer) é o prefeito mais eficiente da história de Chicago, mas consegue seus resultados usando de ética duvidosa, intimidação e negociatas escusas.

Tem um casamento de conveniência e sua filha, que não fala com ele, é religiosa, uma antiga dependente de drogas. Kane decide rapidamente que ninguém pode saber de seu problema de saúde, que coloca em risco a base de poder que ele trabalhou tanto para criar.

“Boss” cristaliza uma série de mudanças pessoais e profissionais que, segundo Grammer, foram desencadeadas por um grave ataque cardíaco em 2008.

O ator casou-se pela quarta vez em março, após um divórcio litigioso que chegou à televisão quando sua ex-esposa Camille apareceu como uma das donas-de-casa de “Real Housewives of Beverly Hills”.

Depois de “Frasier”, Grammer protagonizou dois seriados cômicos de curta duração, que fracassaram -- “Hank” e “Back to You” --, trocando de registro em 2010 para ir à Broadway, onde recebeu uma indicação ao Tony pelo musical “A Gaiola das Loucas”.

Grammer disse que não poderia ter feito o papel de Tom Kane imediatamente depois do término de “Frasier”, em 2004, porque a mudança de imagem teria sido radical demais para os espectadores. Mas ele diz que, em seus 30 anos de carreira no teatro, cinema e televisão, sempre gostou de surpreender as pessoas.

“Justamente quando a comunidade de Hollywood, os diretores de elenco ou qualquer outra pessoa pensa que já sabe tudo sobre você, você precisa lhes mostrar alguma coisa que não sabiam. Acho que fizemos isso com ‘Boss’”.

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