Stallone é acusado na Justiça de plagiar roteiro

terça-feira, 25 de outubro de 2011 19:13 BRST
 

Por Grant McCool

NOVA YORK (Reuters) - O ator e diretor Sylvester Stallone está sendo judicialmente acusado de plagiar o roteiro do seu filme "Os Mercenários", sobre combatentes contratados para assassinar um ditador.

O processo foi aberto na terça-feira na Justiça federal de Manhattan pelo roteirista Marcus Webb, segundo quem a trama de "Os Mercenários" é "impressionantemente semelhante e em alguns trechos idêntica" à do seu roteiro intitulado "The Cordoba Caper".

Webb pleiteia uma indenização não especificada e uma ordem judicial proibindo que a semelhança seja mantida na sequência de "Os Mercenários", com estreia prevista para 2012. Os réus no processo são Stallone, o corroteirista David Callaham, as produtoras Millennium Films e Nu Image Films e a distribuidora Lions Gate Entertainment Corporation.

Michelle Bega, agente de Stallone, não quis comentar. Os outros réus tampouco se manifestaram.

Parcialmente filmado no Brasil com elenco brasileiro, "Os Mercenários" teve estreia mundial em agosto do ano passado. A suspeita de plágio não é a primeira polêmica envolvendo a obra - Stallone já havia sido acusado de deixar de pagar uma dívida de 3,8 milhões de reais com a produtora O2, que participou da filmagem, e depois precisou se desculpar por uma piada sobre a suposta falta de cuidados ambientais da produção no Brasil.

O filme conta a história de um grupo de mercenários de meia idade que é contratado para matar o general Garza, ditador de um pequeno país latino-americano. Além de Stallone, Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia, faz uma participação.

Webb diz ter registrado o roteiro e um conto, ambos intitulados "The Cordoba Caper", em junho de 2006 no Departamento de Copyright dos EUA. Entre 2006 e 2009, diz a ação, Webb distribuiu o roteiro tentando vendê-lo a alguma produtora.

"Não se pode contestar que Stallone e/ou Callaham tiveram acesso e copiaram elementos passíveis de proteção do roteiro", diz a ação.

O autor alega, entre outras semelhanças, que as duas obras começam com o resgate de um refém em alto mar, e em ambos o vilão se chama General Garza.