Enfermeira diz que Michael Jackson pedia sonífero para dormir

terça-feira, 25 de outubro de 2011 20:42 BRST
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Uma enfermeira disse nesta terça-feira que Michael Jackson lhe pediu ajuda para obter o anestésico propofol e usá-lo como sonífero, e que ela não conseguiu demover o cantor de usar a droga que acabaria por causar sua morte, em 2009.

A enfermeira e nutricionista Cherilyn Lee, que trabalhava com Jackson, compareceu como testemunha de defesa no julgamento em que o médico Conrad Murray é acusado de homicídio culposo, por ter sido supostamente negligente no atendimento a Jackson.

Antes, advogados de Murray disseram que não chamariam o médico para depor, preferindo usar testemunhas como Lee para demonstrar que Jackson era dependente de medicamentos e fazia de tudo para obter o propofol.

Lee disse aos jurados que tentou dar remédios naturais para ajudar Jackson a enfrentar a insônia, mas que em abril de 2009, pouco mais de dois meses antes de morrer, ele lhe perguntou sobre o anestésico cirúrgico, e contou que era a única coisa que o fazia dormir.

"Eu sei que isso vai me derrubar, assim que entrar na minha veia eu sou derrubado e estou dormindo", disse Jackson a Lee naquela ocasião, segundo o relato dela.

Lee disse que foi então pesquisar e, descobrindo sobre os graves efeitos colaterais do propofol, alertou Jackson de que o anestésico poderia fazê-lo esquecer as letras das músicas, e que a droga só deveria ser administrada em ambiente hospitalar. Mas ele não se convenceu.

A enfermeira chorou ao relatar como Jackson respondeu aos alertas. "Ele me disse: 'Vou ficar bem, só preciso que alguém me monitore com o equipamento enquanto estou dormindo'", depôs ela.

Apesar da decisão em contrário de seus advogados, Murray ainda pode optar por depor, mas é improvável que ele faça isso. Desde o início do julgamento, a defesa tem sofrido repetidos reveses.   Continuação...