26 de Outubro de 2011 / às 20:49 / em 6 anos

Pacientes depõem em defesa do médico de Michael Jackson

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Pacientes do médico de Michael Jackson o descreveram nesta quarta-feira como generoso e prestativo, enquanto a defesa tentava mostrar um lado diferente do homem acusado da morte do cantor, em 2009.

O doutor Conrad Murray admitiu ter ministrado a Jackson o anestésico propofol -- a droga vista como causa principal de sua morte -- para ajudá-lo a dormir, mas nega que tenha cometido homicídio involuntário ou negligência aguda.

O foco dos depoimentos prestados nesta quarta-feira em seu julgamento em Los Angeles foi o tratamento que Murray dá a pacientes cardíacos em seus consultórios em Las Vegas e Houston.

“Acredito que o doutor Murray não está sendo tratado com justiça”, disse Andrew Guest, de 48 anos, de Las Vegas, que foi tratado pelo médico por um problema cardíaco. “Acho que ele precisa de apoio. Eu aprecio a atenção e os cuidados dele. Estou vivo hoje graças a esse homem.”

Outros quatro pacientes disseram que Murray é um médico atencioso e cuidadoso. Também o descreveram como generoso e disseram que de vez em quando ele atendia pacientes gratuitamente.

Gerry Causey disse que Murray não apenas o operou em Las Vegas, como tornou-se seu melhor amigo depois disso.

O clima da audiência ficou emotivo em alguns momentos. Quando Causey estava deixando a sala, ele apertou a mão de Murray e ia abraçar o médico, mas foi impedido por uma admoestação do juiz.

Ruby Mosley, moradora de uma comunidade de idosos de baixa renda em Houston, disse que Murray abriu um consultório de cardiologia no local após a morte do pai dele, que também era médico.

“Se este homem fosse movido pela cobiça, não teria aberto um consultório numa comunidade como Acres Homes, onde 75 por cento dos residentes são pobres e dependem da Seguridade Social e onde ele ganhava menos do que já ganhava em Las Vegas”, disse Mosley.

Murray enxugou os olhos com um lenço durante o depoimento de Mosley.

Inquiridos por um promotor, os pacientes disseram que Murray não os tratou por problemas de sono.

Também nesta quarta-feira, o juiz Michael Pastor, da Corte Superior de Los Angeles, avisou Murray que ele tem o direito de depor, embora seus advogados tenham dito que não pretendem chamá-lo para depor.

Murray, que se declarou inocente, pode ser sentenciado a até quatro anos de prisão se for condenado.

Michael Jackson morreu em Los Angeles em 25 de junho de 2009, aos 50 anos de idade.

Depois de quase quatro semanas de depoimentos da acusação, a expectativa é de que a defesa encerre seus argumentos, muito mais curtos, nesta semana.

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